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terça-feira, 4 de julho de 2017

ROÇA DA SABINA





Todas as cidades evoluem, umas para pior, outras não. Onde há um espaço vazio surge quase sempre um barraco, feito sem nenhum estudo e cuidado, qualquer que seja a natureza. Aparece da noite para o dia, num passe de mágica. Cidades, então, com altos e baixos como Salvador e Rio de Janeiro são os melhores exemplos. Onde antes havia uma árvore, qualquer que seja, logo desaparece. Todos sentimos a modificação, mas, pensando bem e melhor, é a solução de uma família sem teto, um abrigo de vida. Nada melhor do que isto!

Mas hoje vamos focalizar o outro lado, ou dizendo melhor, um reverso quase mágico de um espaço onde foi e ainda é, como resto, uma famosa favela de Salvador, chamada Roça da Sabina no Chame-Chame. No seu lugar emergiram grandes edificios de moradia e negócios.

tínhamos escrito sobre o “problema” neste blog em novembro de 2011. Façamos um reforço, quase uma  retrospectiva, para ilustrar melhor a situação. A favelização de Salvador tomou impulso incontrolável na década de 1950. Em 1953, por exemplo, aconteceu a chamada "Invasão dos Alagados “ em Itapagipe, com a tomada de grande parte das águas internas e sagradas da  Enseada dos Tanheiros. Os poderes públicos nada fizeram para impedi-la ou limitá-la. Era como se fosse uma força irresistível. Em terra foram se sucedendo outras onde houvesse um terreno supostamente abandonado e disponível. E também ninguém fez nada!

Seria um recorde de procriação! O desordenado é aquele que soma o crescimento vegetativo normal com a emigração de gente de outras localidades. Foi o que aconteceu! Atraídos pelas “vantagens” da cidade grande, centenas de milhares de pessoas oriundas do recôncavo e de outras cidades, vieram para Salvador. Suas terras já não lhes ofereciam a menor chance de progresso e até mesmo de sobrevivência, em alguns casos. Salvador era a esperança e a seguridade. E esse pessoal quando chega a um ponto de abandonar sua terra, seus familiares, seu passado, vem com tudo, mas sem nada a oferecer de recursos tidos humanos e materiais. Vêm “sem lenço, nem documento” como diz a letra de famosa música. O primeiro impacto com a nova realidade, após a sede e a fome, é a moradia. Aquelas eram resolvidas com a mendicância. Esta foi solucionada pelas invasões de terremos baldios e do mar, como aconteceu em Itapagipe. No mais, os poderes constituídos foram impotentes para conter a avalanche humana em busca de um lugar para morar. Outro aspecto que se pode ainda salientar nessa “invasão” desordenada, acontecida nos meados do século passado, foi a procura por locais mais nobres, de preferência próximo ao mar. É o caso das invasões que há pouco falávamos da Roça da Sabrina e do Calabar, mas se poderia citar uma dezenas delas em outros bairros praianos, principalmente Itapoan. Ninguém tentou fazer suas casas no quilômetro 20 da Salvador-Feira onde havia terreno à bessa e ninguém sabia de quem era. Em termos socioeconômicos as favelas são um grande problema. Não há pagamento de impostos prediais, de água e de luz, o que significa dizer que, em vez da cidade enriquecer com a imigração de tanta gente, ela empobrece per-capita. E há uma solução para esse grande problema que atinge a nossa cidade e tantas outras do país? Deve haver! O primeiro passo rumo a uma equação favorável é reconhecer a irreversalidade das favelas. Elas estão aí para sempre, fazendo parte do panorama das cidades brasileiras, desde que o problema não é somente nosso. No Rio e em São Paulo a situação é caótica. Posta assim a questão da irreversalidade, cabe ao Poder Público “transformar” a favela em algo aceitável, física e socialmente. Tem sido feito alguma coisa. Agora mesmo, no Rio de Janeiro, começa um plano de ocupação das favelas pelas forças policiais de cima para baixo, visando acabar com o tráfico de drogas e a criminalidade. Também estão sendo limitadas as atuais favelas dos morros cariocas com a construção de muros nos seus limites, evitando a expansão. O exemplo partiu da Colômbia  onde foram feitas modificações estruturais nas suas favelas com até a instalação de periféricos entre um morro e outro. Essas transformações no país vizinho refletiram no social das comunidades de forma até surpreendente. Mais estudantes nas ruas, mais transparência, mais confiança e nesse quadro estão surgindo novas oportunidades de trabalho num novo comércio que aos poucos vai se instalando no local: são mercadinhos, clínicas, farmácias e até agencias bancárias, todas dando preferência aos moradores locais, por força de lei.

 Salvador é uma cidade rodeada de um maciço rochoso que a contorna de vários lados. Ondina, Morro do Gato, do Ipiranga, Alto das Pombas, Brotas, Federação, Santo Antônio, Barbalho, Liberdade, Lobato, Plataforma, Paripe, etc., tudo enfim está no alto. A gente passa em certos lugares e vê as casinhas como que despencando pelos morros, mais parece um presépio, à noite. Porque não pintá-las? Nas Ilhas Gregas todas são caiadas de branco e é uma atração turística. Mais o branco é muito branco já dizia o outro. Então que se pinte de diversas cores. A Prefeitura daria o passo inicial e quem viesse a construir novos barracos, teria que pintá-los A favelização de Salvador tomou impulso incontrolável na década de 1950. 
Mas qual foi à razão desta favelização que tomou conta da cidade, ao ponto de Salvador possuir hoje mais favela do que áreas residenciais normais, na falta de um melhor termo? Fala-se que a grande razão foi o crescimento populacional. Mas que crescimento? O ordenado ou o desordenado? O ordenado é aquele baseado na taxa de crescimento vegetativo normal da população a cada ano. Por este, Salvador não poderia ter hoje quase três milhões de habitantes, a partir de uma base de 400.000 habitantes na década de 1950. Seria um recorde de procriação! O desordenado é aquele que soma o crescimento vegetativo normal com a emigração de gente de outras localidades. Foi o que aconteceu! Atraídos pelas “vantagens” da cidade grande, centenas de milhares de pessoas oriundas do recôncavo e de outras cidades, vieram para Salvador. Suas terras não lhes ofereciam a menor chance de progresso e até mesmo de sobrevivência, em alguns casos. Salvador era a esperança e a seguridade. E esse pessoal quando chega a um ponto de abandonar a sua terra, seus familiares, seu passado, vem com tudo, mas sem nada a oferecer de recursos tidos humanos e materiais. Vêm “sem lenço, nem documento” como diz a letra de famosa música. O primeiro impacto com a nova realidade, após a sede e a fome, é a moradia. Aquelas eram resolvidas com a mendicância. Esta foi solucionada pelas invasões de terremos baldios e do mar, como aconteceu em Itapagipe. E os poderes públicos nada puderam fazer. Só conhecemos uma reação que se notabilizou na época quando ACM em cima de um trator derrubou uma dezena de casebres que se instalou na orla de Ondina. No mais, os poderes constituídos foram impotentes para conter a avalanche humana em busca de um lugar para morar. Outro aspecto que se pode ainda salientar nessa “invasão” desordenada, acontecida nos meados do século passado, foi a procura por locais mais nobres, de preferência próximo ao mar ou no próprio, nunca esqueçamos disso.  É o caso das invasões que há pouco falávamos da Roça da Sabrina e do Calabar, mas se poderia citar uma dezenas delas em outros bairros praianos, principalmente Itapoan. Ninguém tentou fazer suas casas no quilômetro 20 da Salvador-Feira onde havia terreno à bessa e ninguém sabia de quem era. Em termos socioeconômicos as favelas são um grande problema. Não há pagamento de impostos prediais, de água e de luz, o que significa dizer que, em vez da cidade enriquecer com a imigração de tanta gente, ela emprobece per-capita. E há uma solução para esse grande problema que atinge a nossa cidade e tantas outras do país?. Deve haver! O primeiro passo rumo a uma equação favorável é reconhecer a irreversalidade das favelas. Elas estão aí para sempre, fazendo parte do panorama das cidades brasileiras, desde que o problema não é somente nosso. No Rio e em São Paulo a situação é caótica. Posta assim a questão da irreversalidade, cabe ao Poder Público “transformar” a favela em algo aceitável, fisicamente e socialmente. Tem sido feito alguma coisa. Agora mesmo, no Rio de Janeiro, começa um plano de ocupação das favelas pelas forças policiais de cima para baixo, visando acabar com o tráfico de drogas e a criminalidade. Também estão sendo limitadas as atuais favelas dos morros cariocas com a construção de muros nos seus limites, evitando a expansão. O exemplo partiu da Colombia onde foram feitas modificações estruturais nas suas favelas com até a instalação de periféricos entre um morro e outro. Essas transformações no país vizinho refletiram no social das comunidades de forma até surpreendente. Mais estudantes nas ruas, mais transparência, mais confiança e nesse quadro estão surgindo novas oportunidades de trabalho num novo comércio que aos poucos vai se instalando no local: são mercadinhos, clínicas, farmácias e até agencias bancárias, todas dando preferência aos moradores locais, por força de lei. Salvador é uma cidade rodeada de um maciço rochoso que a contorna de vários lados. Ondina, Morro do Gato, do Ipiranga, Alto das Pombas, Brotas, Federação, Santo Antônio, Barbalho, Liberdade, Lobato, Plataforma, Paripe, etc., tudo enfim está no alto. A gente passa em certos lugares e vê as casinhas como que despencando 

 Mais estudantes nas ruas, mais transparência, mais confiança e nesse quadro estão surgindo novas oportunidades de trabalho num novo comércio que aos poucos vai se instalando no local: são mercadinhos, clínicas, farmácias e até agencias bancárias, todas dando A gente passa em certos lugares e vê as casinhas como que despencando pelos morros, mais parece um presépio, à noite. Porque não pintá-las? Nas Ilhas Gregas todas são caiadas de branco e é uma atração turística. Mais o branco é muito branco já dizia o outro. Então que se pinte de diversas cores. A Prefeitura daria o passo inicial e quem viesse a construir novos barracos, teria que pintá-los.  A favelização de Salvador tomou impulso incontrolável na década de 1950. Em 1953, por exemplo, aconteceu a chamada “invasão dos alagados “ em Itapagipe com a tomada de grande parte da Enseada dos Tanheiros pelas palafitas. Esta foi no mar e os poderes públicos nada fizeram para impedi-la ou limita-la. Era como se fosse uma força irresistível. Em terra foram se sucedendo outras: onde houvesse um terreno supostamente abandonado e disponível surgia uma favela.  E também ninguém fez nada! Mas qual foi à razão desta favelização que tomou conta da cidade, ao ponto de Salvador possuir hoje mais favela do que áreas residenciais normais, na falta de um melhor termo? Fala-se que a grande razão foi o crescimento populacional. Mas que crescimento? O ordenado ou o desordenado? O ordenado é aquele baseado na taxa de crescimento vegetativo normal da população a cada ano. Por este, Salvador não poderia ter hoje quase três milhões de habitantes, a partir de uma base de 400.000 habitantes na década de 1950. Seria um recorde de procriação! O desordenado é aquele que soma o crescimento vegetativo normal com a emigração de gente de outras localidades. Foi o que aconteceu! Atraídos pelas “vantagens” da cidade grande, centenas de milhares de pessoas oriundas do recôncavo e de outras cidades, vieram para Salvador. Suas terras não lhes ofereciam a menor chance de progresso e até mesmo de sobrevivência, em alguns casos. Salvador era a esperança e a seguridade. E esse pessoal quando chega a um ponto de abandonar a sua terra, seus familiares, seu passado, vem com tudo, mas sem nada a oferecer de recursos tidos humanos e materiais. Vêm “sem lenço, nem documento” como diz a letra de famosa música. O primeiro impacto com a nova realidade, após a sede e a fome, é a moradia. Aquelas eram resolvidas com a mendicância. Esta foi solucionada pelas invasões de terremos baldios e do mar, como aconteceu em Itapagipe. E os poderes públicos nada puderam fazer. Só conhecemos uma reação que se notabilizou na época quando ACM em cima de um trator derrubou uma dezena de casebres que se instalou na orla de Ondina. No mais, os poderes constituídos foram impotentes para conter a avalanche humana em busca de um lugar para morar. Outro aspecto que se pode ainda salientar nessa “invasão” desordenada, acontecida nos meados do século passado, foi a procura por locais mais nobres, de preferência próximo ao mar ou no próprio, nunca esqueçamos disto.  É o caso das invasões que há pouco falávamos da Roça da Sabrina e do Calabar, mas se poderia citar uma dezenas delas em outros bairros praianos, principalmente Itapoan. Ninguém tentou fazer suas casas no quilômetro 20 da Salvador-Feira onde havia terreno à bessa e ninguém sabia de quem era. Em termos socioeconômicos as favelas são um grande problema. Não há pagamento de impostos prediais, de água e de luz, o que significa dizer que, em vez da cidade enriquecer com a imigração de tanta gente, ela empobrece “per-capita” E há uma solução para esse grande problema que atinge a nossa cidade e tantas outras do país.? Deve haver! O primeiro passo rumo a uma equação favorável é reconhecer a irreversalidade das favelas. Elas estão aí para sempre, fazendo parte do panorama das cidades brasileiras, desde que o problema não é somente nosso. No Rio e em São Paulo a situação é caótica. Posta assim a questão da irreversalidade, cabe ao Poder Público “transformar” a favela em algo aceitável,Salvador é uma cidade com um maciço rochoso que a contorna de vários lados. Ondina, Morro do Gato, do Ipiranga, Alto das Pombas, Brotas, Federação, Santo Antônio, Barbalho, Liberdade, Lobato, Plataforma, Paripe, etc., tudo enfim está no alto. A gente passa em certos lugares e vê as casinhas como que despencando pelos morros, mais parece um presépio à noite. Por que não pintá-las? Nas Ilhas Gregas todas são caiadas de brancas e são uma atração turística. Mais o branco é muito branco já dizia o outro. Então que se pinte de diversas cores, A Prefeitura daria o passo inicial e quem viesse a construir novos barracos, teria que pintá-los ou de branco caiado ou com alguma cor, menos deixar em tijolo exposto, o que é um descaso. O cara constrói um quase prédio de três andares com laje e tudo e não tem dinheiro para rebocar e pintar a parte externa? É inaceitável!

Adiante reproduzimos uma foto da antiga Roça da Sabina. É apenas uma tentativa de tornar as coisas mais belas - pintamos algumas de suas casas.


















domingo, 14 de maio de 2017

UMA PRAÇA DIVIDIDA AO MEIO POR UM GRANDE RUA

Após a construção da Praça Thomé de Souza ou enquanto ela se fazia, o caminho de acesso à mesma foi se construindo pelos ocupantes das naus de Thomé de Souza e, possivelmente, antigos moradores da Vila do Pereira com sede na Barra, inicialmente estreita e depois alargada. Todos os terrenos foram doados pelo governo.


Foi a primeira rua do país. Inicialmente teve outros nomes como Rua Direita dos Mercadores e Rua Direita do Palácio, Largo ou Praça do Teatro. A denominação atual veio da Câmara Municipal de Salvador como forma de homenagem à visita da esquadra da Marinha de Guerra do Chile que havia desfilado na cidade. Na época era uma das maiores do mundo.




Antiga Rua Chile . À direita o passeio acima referido

                                                               Dia da inauguração da Rua Chile

A referida rua, uma das mais famosas de Salvador, tinha seu término na Praça Castro Alves onde se construiriam teatro, jornal, cinema e até  um cassino.

O teatro ficava a direita da rua e a frente um grande espaço.Do outro lado existia um velho prédio onde se construiria o jornal A Tarde.

Olhando de frente tinha o mar a sua esquerda.





Um incêndio em 6 de junho de 1923 destruiu o magnífico prédio. Tinha a sua frente 3 árvores pouco frondosas e uma estátua circundada por 4 grandes  luminárias.

Não se acredita que a referida estátua fosse a atual que homenageia o poeta Castro Alves, desde que, segundo se sabe, a que hoje engrandece a nossa praça foi fundida na oficina de Ângelo Aureli, em São Paulo, chegando na Bahia em dezembro de 1922. A foto é anterior. É um trabalho do escultor italiano Pasquale de Chirico e representa o poeta na atitude de fala...ou estaria declamando?, tendo a cabeça descoberta, fronte erguida, olhar perdido no infinito, chapéu mole de estudante à mão esquerda, braço direito estendido. 



Na manhã de 20 de junho de 1923, a estátua foi levantada até o topo da coluna que lhe serve de base. A atual está mais a frente da praça.
  


Fazendo esquina com o teatro ao término da Rua, existia uma velha casa de dois andares que foi demolida e em seu lugar se construiu o prédio onde funcionou o jornal A Tarde com quatro andares e o restante  ocupado por consultórios médicos e até um pequeno hotel, usando dois andares.



Bem em frente ao prédio, cerca de 30 metros, havia um ponto permanente de água doce. Era uma dádiva da natureza. No local resolveram instalar um chafariz de mármore tendo ao centro uma estátua dedicada a Cristovão Colombo. Era circundado por quatro luminárias suspensas cerca de  5 metros do solo e um gradeado de ferro ao redor.




Estátua de Colombo

Há de se reparar que a linha de bondes passava à direita do monumento e como que eliminando qualquer dúvida sobre sua localização, a Ladeira de São Bento se acha bem em frente à peça decorativa. Nada a ver com a estátua de Castro Alves do outro lado da praça, próxima ao Teatro, enquanto ele existiu.

Assim colocado, precisamos estar certos de que a Praça Castro Alves era dividida ao meio por essa linha de bondes e um abrigo de passageiros como se vê na foto adiante:



Temos em nossos arquivos diversas fotos do abrigo da praça Castro Alves, mas em nenhuma encontramos o que expressa a foto acima vista no blog " Amo a História de Salvador ", de autor que não conseguimos identificar.

Além do abrigo em si, vemos a primeira estátua de Castro Alves logo atrás, contudo o que mais chama atenção é o contorno da praça com uma belíssima balaustrada com um acabamento primoroso de cinco metros de altura, pelo menos.

Há de se reparar que a referida balaustrada protege apenas o final da Ladeira da Montanha. Em seguida nota-se ainda a antiga balaustrada, baixinha e inexpressiva.

Voltando ao abrigo, ficava bem no meio da rua. A linha de bondes é perfeitamente percebida. Este caminho dividia o espaço ao meio. Do outro lado se construiria o prédio onde funcionou até pouco tempo o jornal A Tarde, o Cinema Guarani ( hoje, Glauber Rocha ), ainda existente, e ao seu lado uma casa, que dizem ter sido um cassino. Alguns afirmam que ali funcionou o Cacique Bar. Não se coaduna com informes da época.

Essa casa ficava em meio de uma autêntica floresta. Floresta? Sim... e de bom tamanho. Sensacional! Bem no centro alto de Salvador, quando ela ainda se fazia. Colocada a baixo, no seu espaço, coube o grande edifício do jornal A Tarde, o antigo Cinema Guarany e, claro, a misteriosa casa que acabamos de nos referir , além, de sobra, do Cacique Bar, que ninguém sabe onde de fato ficava ( Seria na misteriosa casa ?!? ). 





Acima a misteriosa casa. Uma série de dúvidas paira sobre ela. Primeiramente... a floresta ao seu lado esquerdo lhe pertencia?

Não é uma casa comum. Sua frente era toda ' decorada ' e tinha uma espécie de brasão na sua fachada. Sem dúvida, coisa de cassino ou cinema e não de uma casa comum.à sua direita, um acesso com luminárias.




Posteriormente nos deparamos com a foto acima. Não existe mais a floresta e, em seu lugar, o prédio do jornal, o cinema e aquela casa, que antes era recuada, agora bem em frente da rua com uma bela balaustrada circundando-a.
( Ainda não nos referimos à igreja vista nas duas fotos. É a Igreja da Barroquinha, que nada tem a ver com o tema que estamos tratando. Posteriormente, falaremos dela ).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

IVETE NO RIO

Causou um verdadeiro impacto a noticia de que Ivete Sangalo vai ser homenageada pela Grande Rio. Será o tema da grande escola. E ela vai cantar? Claro que vai cantar ou junto aos demais candores da agremiação ou de forma isolada. Em ambos os casos vai ser incrível!  A Marquês de Sapucai vai com ela numa só voz, no maior coral do mundo.




Este fato não preocupa a Bahia? Estaria perdendo a sua maior estrela para os cariocas?

Não se acredita. Ela já se apresentou no Rio e em muitos lugares e sempre volta. Ela já esteve em Nova York no Madson Square Garden e  voltou. Ela é nossa, de Juazeiro, um lugar quase escapando da Bahia, em  direção a Petrolina e mesmo assim,  todos os anos, está no Campo Grande, na Piedade e Praça Castro Alves e agora na Praça Cairu, onde foi a Alfandega e três milhões de soteropolitanos não lhe darão o visto de saída.