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terça-feira, 12 de abril de 2016

A BELA BACIA DO CABRITO NO SUBÚRBIO DE SALVADOR

Ao longo desses 6 anos que é o tempo da existência desse blog, fizemos uma série de postagens sobre a invasão dos Alagados do Porto dos Mastros. Seria o bastante não fosse novos elementos esclarecedores que a todo momento surgem.

Mostramos a ação impiedosa de aterragem de grande parte do mar desde as proximidades do Largo do Papagaio até principio da Ribeira, oferecendo todas as condições para a construção de milhares de palafitas que deram origem ao que  se chama “Alagados, hoje abrigando mais de cem mil pessoas.





No todo o que há de mais cruel e lamentável foi a tomada pelas palafitas do mar, desde uma das extremidades do Largo do Papagaio, ao lado da Fábrica de Tecidos dos Machado, ainda hoje com sua faixada em pé, até o principio da Ribeira. A partir dai se construiu um cais que se estende até o Porto da Lenha. Nesse espaço o mar foi respeitado até hoje. 

Antiga fábrica de produtos testeis no \largo do \Papagaio


Há quem duvide que essa contenção deveu-se a construção desse cais. Teria ajudado na decisão o fato de que ali se disputavam as famosas regatas de barco à remo. (Deve ter contribuído).
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Hoje temos uma prova mais cabal e consistente dessa contenção por um cais. Está ali, na própria Baía de Itapagipe!  Referimos-nos a Bacia do Cabrito nas proximidades. Nela não houve invasão de palafitas ou o quer que seja.


Em seguida publicamos  uma foto do seu interior:


Bacia do Cabrito- \bucólico- acolhedor - poético

Não houve invasão de palafitas e ate o mangue foi relativamente preservado.

Beira-Mar do Cabrito

A bacia ainda com mangues

Mas nada é por acaso. O cais que contorna toda a ||Bacia do Cabrito foi construído para sustentar a ferrovia que se ia construir no local, ligando  Salvador ao  Rio São |Francisco; Parte dela passaria pela |Bacia do Cabrito. e em 28 de junho de 1860 foi inaugurada.pela empresa Bahia and San  Francisco Company,O trem contornava toda a Bacia do Cabrito.até que em 1952 foi inaugurada a \ponte São João, ligando Lobato a Pla
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sábado, 2 de abril de 2016

BAIA DE ITAPAGIPE

Diz-se que no momento da decisão de onde seria construída Salvador, Tomé de Souza e seu arquiteto Luiz Dias, cogitaram escolher Itapagipe como local da nova cidade, possivelmente movidos pela extraordinária beleza  de seus contornos e da existência de “elevados” (montes, por exemplo), que permitiria uma visão do espaço que se cogitava preservar contra ataques de inimigos.
Itapagipe tinha tudo isto, mas apresentava claramente uma grande inconveniência; ficava no fundo de uma baia e poderia ser isolada de abastecimentos de diversas ordens.

Prevaleceu então o bom senso. Optou-se então por um local elevado, praticamente na entrada da baía, protegendo-a e  construir-se-iam alguns fortes como foram os casos dos fortes  Santo Alberto na Jequitaia e Monte Serrat bem lá atrás. De sobra ainda se contava com o Forte do Barbalho e do Santo Antônio, mais ao alto.

Estabelecida a cidade, desenvolvida sua estrutura, de logo se apresentou  um grave problema. Ela não tinha um porto. Os navios ficavam ao largo. Mercadorias e passageiros usavam balsas para alcançar os melhores pontos de desembarque, praticamente na praia.

Iniciaram então os trabalhos de aterro com lixo proveniente da cidade alta. Tudo seria jogado em baixo. Há os que são de opinião que foi usada areia e terra. De onde, há de se perguntar? Fiquemos com a primeira hipótese, apesar de altamente degradante, mas com mais lógica.

Uma prova absolutamente incontestável de que o lixo da cidade alta era jogado na cidade baixa que ainda se formava, é a disposição das casas feitas em toda a encosta de Salvador, desde a Barra até Pirajá. Todas, mas todas mesmo, têm o fundo voltado para o mar, a fim de facilitar o processo natural de despejo das coisas de todas as pessoas.

Mais do que palavras, vejamos como era a Baia de Itapagipe antes dos aterros que se fizeram


   Originalmente era assim


As invasão do mar por palafitas (em azul)


Hoje é assim  a Península de Itapagipe



A ponte

 Baia de Itapagipe - O cais não deixou as palafitas dominarem - Ainda hoje é assim


Belíssima imagem da Bacia do Cabrito \\(Arquivo de Desirèe Gantois)