ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

sexta-feira, 30 de maio de 2014

NOVA PRAÇA CASTRO ALVES E ADJACÊNCIAS

Faz mais de 20 anos que não se faz nada na chamada Cidade Alta no trecho entre a Praça da Sé e Praça Castro Alves, ai incluso principalmente Rua Chile, Rua d’Ajuda, Praça Castro Alves, Ladeiras da Misericórdia, Montanha, Conceição da Praia e Preguiça.

Em consequência, toda esta área só fez se degradar. É o fim do mundo! Uma vergonha para qualquer cidade, principalmente para quem se diz uma “Cidade Turística”.
Ladeira da Conceição
Ladeira da Montanha
Ladeira da Preguiça

Por esta razão, não se entende como determinadas pessoas se colocam contra as obras que se anunciam de revitalização desses locais. Temem a descaracterização dos mesmos.

Nesse sentido, esclareça-se de uma vez por todas, que esses locais já foram descaracterizados há muito tempo. Antigamente eram bem melhores. Por volta de 1916/1920, J.J. Seabra destruiu tudo que tinha pela frente para construir a Avenida 7 de Setembro e a Rua Carlos Gomes, transformando essas duas vias num amontado horroroso de casas comerciais que não souberam preservar centenas de prédios de rara beleza e entre eles uma meia dúzia de belas e tradicionais igrejas e conventos.

O entorno de antigamente


Teatro São João

Praça Castro Alves ainda com a estátua de Colombo
O entorno hoje

Ed. Sulacap

Praça Hoje- Insolça

O projeto

O anfiteatro do mar

O conjunto da obra

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A ANTIGA E CURIOSA FEIRA DA PREGUIÇA

Diz-se que uma das razões da construção do primeiro Mercado Modelo teria sido para substituir as feiras livres que “assolavam” a Cidade Baixa. Referiam-se principalmente à Feira do Sete, em frente ao Armazém 7 das Docas da Bahia e seu sistema de “senta-levanta”, ou seja, era montada de manhã e desarmada na parte da tarde, obrigando a Prefeitura todos os dias a proceder a limpeza da área.

Não se vê citação alguma de relação a uma feira que se estabelecia na Praia da Preguiça, ao lado do cais sul do porto. É o que se vê na foto adiante:

Antiga Feira da Preguiça

A foto também nos aguça a curiosidade de relação a muitos outros aspectos como, por exemplo, o espaço que ocupava. Hoje, passa pelo local a Avenida do Contorno:


Atual Avenida do Contorno mais ou menos no local onde funcionava a Feira da Preguiça


Curioso também é o entorno que hoje enriquece o local. É assombrosa a modificação. Antigamente, um conjunto de velhos prédios, possivelmente trapiches; hoje um condomínio de alto luxo. “Possivelmente” porquê esses prédios estão antes do cais do norte, onde hoje funciona o Comando Naval e mais anteriormente, a Escola de Aprendizes de Marinheiro.

Atual Comando Naval

O local visto do alto

terça-feira, 27 de maio de 2014

SHOW DE BOLA DE SALVADOR ANTIGA

Interessantíssima as duas fotos acima. A de cima, mostra-nos Salvador do principio do século passado ou até mesmo de antes. A de baixo, a Salvador de hoje.Ambas do mesmo ângulo.

Vamos analizá-la por parte. Do lado esquerdo da foto de Salvador antiga tendo como extremidade o prédio da antiga Alfândega, hoje Mercado Modelo, vê-se diversos prédios em estilo pombalino, todos da mesma altura com no máximo quatro andares, deixando livre a visão do morro e no seu alto as construções da época, notadamente a antiga Igreja da Sé e a Catedral.

As setas indicam o seguinte: a amarela a Catedral; a vermelha a antiga Igreja da Sé; a cor de abóbora o Elevador da Conceição; a verde, o então Palácio do Governo; a azul o Teatro São João e a roxa a Igreja de São Bento.

Na foto da Salvador de hoje, do lado esquerdo, uma série de grandes prédios de estilo duvidoso, em frente aos armazéns das Docas da Bahia, escondem o morro, bem como todos os prédios existentes na Cidade Alta.

A seta amarela indica o atual Elevador Lacerda e a verde o Palácio do Governo já com sua torre.

Do lado direito da foto de Salvador antiga, onde se fizeram as três ladeiras de acesso – Montanha-da Conceição e Preguiça vê-se menos morro e mais casas. No alto o Teatro São João e a torre da Igreja de São Bento.  

Na foto de hoje, prédios e mais prédios dominando tudo.

No centro da foto de Salvador antiga, estão sinalizados o antigo elevador da Conceição e o Palácio do Governo ainda sem a sua torre.

Na de hoje, o Elevador Lacerda que substituiu o da Conceição e o Palácio do Governo já com sua torre.


Sem duvida, para quem vinha do mar, a Salvador antiga era muito mais bonita. Show de bola, desde que estamos em clima de Copa do Mundo.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ENSEADA DE ÁGUA DE MENINOS


A foto acima é extremamente preciosa. No primeiro plano, vê-se a Enseada de Água de Meninos, ainda sem a feira. Alguns saveiros ancorados e à direita a nova Avenida Jequitaia, (1939) recém construída e o casario da Ladeira da Lapinha.  Estamos nos anos 40 do século passado. Bem no alto a bela igreja, presépio da Bahia.


Mais na frente, temos a Enseada de São Joaquim e a bela igreja desse santo à direita. Em seguida, a Calçada, Canta Galo, Boa Viagem e no alto do elevado de Monte Serrat a Igreja do Bonfim, soberana em  todos os sentidos. Foi construída assim mesmo: para dominar Salvador. Nessa foto, ainda não se vê a torre da Igreja dos Mares. Estava sendo levantada pelo cônego Anísio. 

Enseada de São Joaquim em destaque


Bonfim em destaque

CARAMURU- UMA HISTORIA A SER CORRIGIDA

Em diversas ocasiões este blog tem se reportado à figura de Diogo Álvares Correia na história da Bahia, principalmente quando ligam este fidalgo português à lenda de Caramuru, resultado de um poema épico feito pelo Frei José de Santa Rita Durão denominado justamente de Caramuru, escrito no ano de 1781, ou seja, 233 anos de hoje e 271 anos após o suposto ocorrido.



Logo, pelas circunstâncias, só poderia ser uma criação na imaginação do frade, absolutamente fora de qualquer realidade e às vezes lógica.

Apesar disso, ensina-se nas escolas, escreve-se em revistas e jornais e se aceita até em determinados Centros Históricos, como sendo uma verdade incontestável.

Ninguém tem o cuidado de dizer que se trata de uma ficção ou de uma lenda, inserida no contexto de um trabalho literário.
Caramuru verde

Não nos incluímos nesse rol, muito pelo contrário. Consideramos o caso um embuste que precisa ser corrigido.

Para começo de conversa, há de se contestar ter havido o próprio naufrágio nas costas do Rio Vermelho. A primeira desconfiança tem como base o fato de que Gabriel Soares de Souza, cronista mais próximo daquela época, nunca ter comentado a “mariquita”, ou seja, o naufrágio dos franceses, segundo a língua tupi-guarani nas costas bravias do Rio Vermelho.

Modernamente, nas Atas dos IV Cursos de Verão de Cascais, abordou-se o tema “Mito e Símbolo na História de Portugal e Brasil, Câmara Municipal de Cascais-1998

O texto é o seguinte:

“Não há qualquer segurança a respeito da data de chegada à Bahia de Diogo Álvares. Os documentos da época são vagos a respeito, alguns contraditórios, o que leva os historiadores a adotarem opiniões diferentes, segundo a fonte em que se baseiam. A maioria das fontes conduz para os anos imediatamente posteriores a 1500, algumas, entretanto, apontam para a década de 1530. Embora não se costume levantar dúvidas a respeito da condição de náufrago de Diogo Álvares – de tão  repetido, parece hoje “incorporado ao personagem” o fato é que ela não é comprovada. Gabriel Soares de Souza refere-se a um naufrágio, porém ocorrido nas costas da Bahia durante uma viagem entre Ilhéus e Vila Velha, em companhia do donatário Francisco Coutinho. A narrativas do Pe. Simão de Vasconcelos, que dá Diogo como náufrago numa viagem desde Portugal, omite suas fontes, mas documentos posteriores repetiram a informação, também sem indicarem a origem. No século XVII, o poema épico de Santa Rita Durão dedica-se ao episódio.

Do naufrágio um movimentado, heroico e trágico canto, ligou definitivamente Caramuru à condição de náufrago; isto não foi reforçado pela iconografia que reproduzia fartamente o episódio. Permanecem, contudo, outras probabilidades também sem confirmação documental: a de Diogo Álvares ter sido um entre vários degredados então abandonados no litoral brasileiro, com o objetivo de ai aprender a língua e costumes locais para depois os transmitirem aos portugueses; a de ter sido tripulante de uma das primeiras expedições enviadas ao Brasil, decidindo, por vontade própria, permanecer em terra, como o fizeram outros portugueses; e a de ter sido um dos diversos judeus que, expulsos do Reino em 1496, buscaram a América. Embora ela seja provável, não há segurança acerca dessa naturalidade. Há certeza apenas quanto à nacionalidade portuguesa de Diogo Álvares, atestada por testemunhas da época. Alguns autores registram o nome completo como Diogo Álvares Correia.”

Trabalho icnográfico sobre Caramuru

O que é verdadeiro e certo é o fato de que, Diogo Álvares Correia foi interprete e mediador junto aos índios. Seu nome, os serviços que prestou à Coroa e à Igreja e sua descendência foram aplaudidos na correspondência civil e religiosa enviada à época da Bahia. Tomé de Souza recompensou-o com mercês e com recomendações sobre sua pessoa ao rei e o Pe. Manuel da Nóbrega que com ele conviveu, o elogiou em mais de uma carta. Ao morrer, Diogo deixou metade de sua terça à Companhia de Jesus. É provável que, após o inicio da colonização sistemática, Caramuru tenha vivido tanto nos núcleos urbanos quanto entre os indígenas. Tudo indica que faleceu na Bahia, havendo duvida quanto a data: teria sido no ano de 1557.

Também é interessante observar que o episódio da arma de fogo não foi referido por Santa Rita Durão e sim pelo Padre Simão Vasconcelos em obra à parte.  Venhagem, também cronista, foi o primeiro a duvidar do episódio e ironizá-lo.

 Aliás, não é preciso recorrer a cronistas e afins para se notar como é desconexa quanto descabida a obra de Santa Rita Durão no que se refere à lógica e ao bom senso.



segunda-feira, 19 de maio de 2014

HISTORIA DA FEIRA DE ÁGUA DE MENINOS


Acima temos uma imagem do local onde funciona hoje a Feira de São Joaquim. Como se sabe, anteriormente, funcionava nas proximidades a famosa Feira de Água de Meninos. Sinalizamos o espaço que ela ocupava nas  proximidades da Igreja do Santíssimo, ou seja, bem próximo da  Avenida Jequitaia onde se situa o templo.
A Feira de Água de Meninos

Como se disse uma de suas extremidades se aproxima da bela igreja, hoje abandonada.  Pedimos especial atenção para a penetração do mar bem ao maio da feira. Os saveiros vindos das ilhas e do Recôncavo ancoravam nas proximidades. Abastecimento perfeito! Chamamos especial atenção para a Avenida Jequitaia toda arborizada.

O ancoradouro com mais detalhe- Os belos saveiros e ainda a bela Igreja. Hoje ela só tem uma torre.


Formação da feira
 Mas vamos retroceder no tempo, possivelmente entre 1920 e 1930. Ainda não existia a famosa feira. Um aglomerado de barracas se formava todos os dias em frente ao armazém 7 das Docas. Na parte da tarde eram desarmadas. Do outro lado, junto ao morro, ficava o bairro do Pilar. Sim! Esse mesmo Pilar que hoje é puro destroço, uma ruína de belos casarões e ex-prósperos trapiches. Na área tinha pelo menos uns 100; outros 350 se espalhavam até a Preguiça.

Foi esta feira que deu origem a Feira de Água de Meninos. A Prefeitura e as Docas da Bahia não viam com bons olhos essa pequena feira. Todos os dias a rua tinha que ser lavada, mas sempre ficava um ranço, até que um dia ela foi proibida. 

Os feirantes não se deram como vencidos. Nas proximidades, à direita, havia um espaço enorme por onde passava a tubulação dos tanques de gasolina da Esso e da Shell. Mudaram-se para lá com uma vantagem a mais: não precisavam desarmar todas as tardes suas barracas. Apenas retiravam as mercadorias, mas com o tempo também essas foram ficando. Com a excelência do local, em pouco tempo o número de barracas se multiplicou por 10, por 100, por 1000.  Estava montada a grande Feira de Água de Meninos que um dia haveria de pegar fogo num dos maiores incêndios que esta terra já viu. Iluminou o mar. Foi visto de Mar Grande e Caixa Prego.


domingo, 18 de maio de 2014

UMA ESTÁTUA DE COLOMBO ANTECEDEU Á ESTÁTUA DE CASTRO ALVES

Escrevemos tanto sobre a Praça Castro Alves e não demos conta que antes de ser uma praça em homenagem ao grande poeta ela homenageava Cristovão Colombo.

 A foto adiante mostra-nos a estátua do genovês em meio a um chafariz, instalado em 1852. Nessa época o local chamava-se Largo do Theatro, em razão da existência no local do Teatro São João. 

Largo do Theatro - Hoje Praça Castro Alves

Há de se reparar o corredor de grandes casas à direita em direção à Igreja de São Bento no alto. Ainda não havia a Rua Carlos Gomes. 

Somente em 1923 foi inaugurado o monumento em homenagem à Castro Alves.


Uma gravura representativa da atual Praça Castro Alves, depois Praça do Theatro e em seguida Praça Castro Alves. Ainda não havia sido construído o Porto de Salvador e seus cais. Destaque-se a Estatua em homenagem à Colombo.

Praça Cristóvão Colombo

O chafariz está atualmente abandonado e depredado na Praça Lorde Cochrane na avenida Anita Garibaldi sem qualquer inscrição ou identificação. Ostenta hoje uma escultura de Lorde Cochrone.


Lord Crochone

O Almirante inglês, Sir Thomas Cochrone, Marques do Maranhão, teve participação importante na Guerra da Independência do Brasil. Já Colombo só fez descobrir a América do Norte. Nada mais em relação ao nosso País. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COPA DAS COPAS

A Copa está chegando. Já está batendo na porta. Enquanto isto, começam a se fazer protestos de rua contra a sua realização, apesar de ser uma coisa absolutamente irreversível.  Não há como cancelar um certame como este a poucos dias de seu inicio. Seria uma vergonha nacional e internacional. Não há registro de desistência dessa natureza na história do futebol ou de qualquer outro esporte. Se os gastos com a construção das arenas foi excessivo, pior será com o cancelamento do evento. Seria o mesmo que jogar dinheiro fora, ao Leo, além de perder outro tanto com a movimentação financeira proporcionada pelos torcedores que aqui virão.

Mas vamos analisar com mais cuidado essas manifestações. Não seria justo que elas fossem realizadas contra a pessoa ou o governo, que fez de tudo para que essa Copa fosse realizada no Brasil ? Sim! O então presidente Lula fez de tudo para que a Copa fosse realizada em nosso País. Foi feito um magnífico trabalho de marketing para que o Brasil fosse escolhido. 

A comemoração após a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo

E se não bastasse, ainda o Brasil seria indicado para sediar as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Ainda força e prestígio de Lula.
Contentamento após a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas

Após a escolha, o atual governo partiu para a construção das arenas onde se faria o campeonato. Gastaram-se bilhões os quais, segundo alguns, poderiam ser destinados à saúde, à educação, às estradas, aos portos, etc. etc..

Em verdade, não é bem assim. Não há essa mentalidade em nosso País. Tivesse ou não a Copa, e tudo ficaria no mesmo.

Enquanto isto, vamos analisar a natureza dos protestos que começam.  É contra Lula ou Dilma?

Não são! Não se sente isto. As pesquisas eleitorais estão aí indicando o contrário: os candidatos do governo estão na frente. Não haveria nem segundo turno.

Então, vamos fazer a Copa das Copas. É disso que gostamos! A verdade das urnas é outra coisa!

terça-feira, 13 de maio de 2014

A 30 DIAS DA COPA REGISTRA O BERIMBAU DO TEMPO

Em 11 de novembro de 2011 escrevíamos uma postagem sobre o andamento das obras da Arena Fonte Nova que peço licença para transcrever parte dela:


(Na Bahia o registro desse extraordinário evento tinha que ser sustentado por um dos maiores símbolos de nosso folclore e tem como finalidade marcar o compasso da dança. Efetivamente, não sabemos se o autor dessa peça teve a intenção de marcar o compasso do tempo com a escultura de um berimbau ou apenas ele está ali como sustentação física e material de um marcador eletrônico. 


Seja como for, registramos como tendo sido “um compasso do tempo” e quem o diz muito bem é nosso amigo de longos anos, médico e professor dos mais renomados, parceiro de grandes mergulhos na nossa costa, Dr. Ângelo Decânio Filho. 



“A capoeira baiana é um processo dinâmico, coreográfico, desenvolvido por dois parceiros, caracterizado pela associação de movimentos rituais, executados em sintonia como ritmo ijexá, regido pelo toque do berimbau, simulando intenções de ataque, defesa e esquiva...
Mais, diz o grande mestre: “Todos os movimentos possíveis do corpo humano são admissíveis no jogo da capoeira, desde que realizados a partir do gingado, em concordância com o toque do berimbau.”)

Pois bem, hoje temos a satisfação de fotografar o Berimbau do Tempo, como havíamos chamado, apenas a 30 dias da copa. 

Apenas 30 dias

(Desde então, passaram-se 908 dias da primeira foto).



segunda-feira, 12 de maio de 2014

PRAIA DO BUGARI COM E SEM AS BARRACAS DE PRAIA



Praia do Bugari ainda com as barracas

Praia do Bugari sem as barracas

As duas fotos acima forçam-nos a uma reflexão. A primeira mostra a Praia do Bugari ao tempo das barracas de praia. Gente por todos os lados, certamente num dia de domingo. Pouco se vê da praia em si.

 Quase todos os espaços estão ocupados. Uma festa, sem dúvida nenhuma de um domingo na Península de Itapagipe. Festa principalmente de pessoas que moram nos Alagados, gente das classes C e D que não tem como se divertir de outra maneira.

A segunda mostra-nos a mesma praia, após a extinção das barracas, também em dia de domingo. Na ocasião, já em vigor as novas regras de uso dessa praia com exclusividade de guardas-sol e cadeiras padronizados.


Diz-se que a cessão é gratuita o que em verdade não está acontecendo e mesmo que o fosse, o banhista fica praticamente obrigado a consumir alguma coisa que o “locatário” podemos assim classificar, tem a vender. Uma situação um tanto quanto vexatória.

domingo, 11 de maio de 2014

SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO- SEM GINÁSIO E SEM PISCINA!

Estamos todos eufóricos com o novo Estádio da Fonte Nova. Aliás, estádio não! Arena! É o modismo. Que se há de fazer?

Há, contudo, um “porém” nessa euforia. Para que ele pudesse ser construído sacrificaram o Ginásio de Esportes Antônio Balbino e a Piscina Juracy Magalhães.

O antigo conjunto

O novo "conjunto".

Na época, lembramo-nos que os Poderes Públicos prometeram a construção imediata de outro ginásio e de outra piscina em  Pituaçu.

Nada aconteceu até então e como já estamos no ano de eleições, mais dois ou três anos decorrerão até que se cumpra a promessa. Falamos “promessa”. A concretização em si só deve acontecer em torno de 5 anos o que representa uma geração de atletas. 

Com isto, os esportes praticados nesses dois locais, natação, polo aquático, basquete, voley, futebol de salão, etc. etc. estarão seriamente comprometidos A  Bahia continuará de fora desses esportes à nível Brasil por mais um longo tempo.

Dizem que a extinção da piscina e do ginásio de esportes teria sido uma exigência da FIFA. Seriamente, não se acredita. O que a FIFA não gosta ou não aceita na construção de novos estádios  nos certames 
patrocinados por ela é a pista de atletismo em razão de que aumenta a distância entre o campo e a platéia.


Ai os projetistas de nossa “arena” entenderam que também a piscina e o ginásio que existiam nas proximidades tinham que ser extintos. Puro engano!  Aliás, muitíssimo engano!