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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ENTENDA O CARNAVAL QUE VOCÊ ESTÁ BRINCANDO



Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.”

Esta é a citação mais antiga da origem do Carnaval ou seria esta:

Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. As Saceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.

Na antiga Roma

Ainda antigamente


O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.

 Outra citação de relação à antiguidade do Carnaval é esta:  “O carnaval é originário da Roma Antiga, e incorporado pelas tradições do cristianismo, passou a caracterizar um período de comemorações que ocorriam entre o Dia de Reis e a quarta-feira que antecedente a quaresma.

Ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

Na Idade Média, a Igreja decidiu agregar as antigas festividades ao seu calendário. O carnaval começou a corresponder aos últimos dias antes do período da Quaresma, tido como a última oportunidade de comer carne antes do "jejum" e privações até a sexta-feira santa.


Mas a invenção do carnaval como o conhecemos hoje, com bailes e desfiles de fantasiados, aconteceu na Paris do séc XIX, mais precisamente em 1830. “Os donos do poder parisiense rapidamente perceberam os prazeres e as lucrativas negociações que poderiam resultar das festas carnavalescas” escreveu Felipe Ferreira.

A burguesia parisiense passou a patrocinar os maiores bailes a fantasia da temporada e surgiu a noção de mistura entre as classes sociais. Foi esse modelo de carnaval que mais tarde seria adotado no Brasil. Mas a invenção do carnaval como o conhecemos hoje, com bailes e desfiles de fantasiados, aconteceu na Paris do séc XIX, mais precisamente em 1830. 


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O Carnaval de Paris

ORIGEM DO NOME

Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.
Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.6
Segundo outra corrente, o termo “carnaval” significa o “adeus à carne” ou “a carne nada vale” e, por isso mesmo, traz em sua significação a celebração dos prazeres terrenos. Em outras pesquisas, alguns especialistas tentam relacionar as festas carnavalescas com os rituais de adoração aos deuses egípcios Ísis e Osíris.

 No Brasil o Carnaval começou com o entrudo aí por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.


O entrudo
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.


Corso de diversos carros

Caminhões dentro do contexto dos corsos - Estes percorriam os bairros
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.



Você pensa que cachaça é água?

Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão



Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor ô ô ô ô ô ô

Atravessamos o deserto do Saara

O sol estava quente
Queimou a nossa cara


Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor ô ô ô ô ô ô

Hoje as marchas deviam ser proibidas para crianças. Para adultos só os de boa cabeça.


Vou te pegar de jeito/ Te levar pro meu apê/ Te fazer o enfinca/ Até o dia amanhecer”, diz a letra, sugerindo o que muitos amantes de Carnaval adoram curtir. “E enfinca, enfinca, enfinca”

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. 



A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada



A Bahia também teve suas escolas de samba.Vejam a relação:


·         Bafo da Onçanaodesfila 1
·         Calouros do Samba2 naodesfila 1
·         Diplomatas da Amaralinanaodesfila 1
·         ES Unidos do Politeamanaodesfila 1
·         Filhos da Feira de São Joaquim
·         Filhos do Tororónaodesfila 1
·         Juventude do Garcianaodesfila 1
·         Liga Independente do Samba
·         Lira Imperial
·         Ritmistas do Sambanaodesfila 1
·         Ritmos da Liberdadenaodesfila 1
·         Unidos do Vale do Canelanaodesfila 1
·         Verde e Rosa3

·         De Hoje a 8


Filhos do Tororó

Filhos do Tororó

Vale registrar que, muito antes dos carros alegóricos do Carnaval do Rio de Janeiro, Salvador assistia ao desfile dos carros alegóricos do Cruz Vermelho, Fantoches e Inocentes em Progresso


Carro alegórico do Cruz Vermelha
B Abram alas para um ritmo carioca
As marchinhas carnavalescas deram o tom da festa entre as décadas de 1930 e 1950. Mas o ritmo surgiu ainda no final do século 19. "Ó Abre Alas" é considerada a primeira canção escrita especialmente para um bloco de Carnaval. A "música para dançar" foi composta pela maestrina Chiquinha Gonzaga, em 1899, para o bloco carnavalesco Rosa de Ouro, do Andaraí, no Rio de Janeiro
Com o bloco na rua (do Rio)
Os blocos carnavalescos surgiram em meados do século 19. O primeiro de que se tem notícia é creditado ao sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates, o Zé Pereira. Em 1846, ele saiu pelas ruas do Rio de Janeiro tocando um bumbo. A balbúrdia atraiu a atenção de outros foliões, que foram se juntando ao músico solitário.


Zé Pereira
Eletricidade baiana
O trio-elétrico é a "criação" mais nova do Carnaval brasileiro. Ele surgiu em 1950, quando os músicos baianos Dodô e Osmar, conhecidos como "dupla elétrica", equiparam um capenga Ford 29 com dois alto-falantes e saíram tocando pelas ruas de Salvador. Foi um sucesso. No ano seguinte, o Ford foi trocado por uma picape e a dupla convidou Themístocles Aragão para compor, agora sim, um "trio elétrico"
A "fubica" de Dodô e Osmar - O primeiro com seus filhos

Um dos primeiros "Trio Elétrico"
Por fim, há de se registrar que a guitarra elétrica praticamente é uma invenção baiana de autoria de Osmar Macedo. Ela teve inicio com o chamado Pau Elétrico:


Pau Elétrico

Infelizmente Osmar não registrou o invento até que poucos anos depois alguém nos Estados Unidos registrou a Guitarra Elétrica. Uma pena! O pau elétrico foi a base técnica.




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MAIS UM CARNAVAL... JÁ DIZIA EDSON CONCEIÇÃO

Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar”. Com estes versos, Edson Conceição, o extraordinário compositor baiano, conclamava o Brasil todo a enfrentar esta situação de perigo que ele sentia de relação ao nosso samba. Alcione gravou a música e a mesma se tornou um ícone do nosso cancioneiro.

Edson

“Mais um carnaval” dizia ainda Edson. Sim!  Está começando hoje mais um carnaval brasileiro com toda a sua beleza e força e o samba estará presente (vivo) como queria o grande compositor, principalmente na Marquês de Sapucaí e Anhembi, onde desfilam as grandes escolas de samba do Brasil.

Alcione

Na Bahia, na verdade não há samba no Carnaval. Os Trios Elétricos foram feitos para outro tipo de música: marchas e frevos, cada vez mais apressados ao gosto do povo, mesmo na época de Edson.

Parece que era isto que ele temia quando desfilava pelas Muquiranas, longe dos Trios Elétricos. 

As Muquiranas

Certa feita o bloco descia a Ladeira de São Bento e Edson quando nos viu saiu correndo para nos dá um abraço. Ele tinha sido nosso nadador ao tempo de garoto em Itapagipe.  Sim, isto mesmo, fomos professor de natação e Edson foi um de nossos nadadores, aliás, um grande nadador. Fez diversas travessias, inclusive a Mar Grande-Salvador.

Foi nesse contexto que Edson entrou na música. Quando viajou para São Paulo foi ser professor de natação dos filhos de Moacir Franco. Praticamente, estava entrando no seio da música. Daí surgiu a preocupação de não deixar o “samba morrer”.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O DIREITO DE IR E VIR ESTÁ SENDO PREJUDICADO NO CARNAVAL DA BARRA


Sem dúvida alguma, não tem um morador que more no “distrito” da Barra que esteja satisfeito com as medidas da Prefeitura ao estabelecer credenciais para os carros  desses moradores circularem pelo bairro. Pelo bairro? Sim! Não são apenas as ruas do circuito em si, ou seja, a avenida Oceânica e parte do Porto onde se concentram os trios. É o bairro como um todo. Vejam o mapa:

Mapa da interdição

Nessas condições, ninguém poderá ir ao supermercado, à farmácia, mesmo a um hospital, se não tiver uma credencial devidamente colada no para-brisa  do seu veículo, afora uma dezena de outras situações que só o uso do carro resolve. Por exemplo: é por demais sabido que muita gente de fora vem a Salvador de carro e se por acaso esse visitante for um convidado de um morador da Barra, não poderá chegar ao seu destino. Será preso antes, desde que é uma medida muito autoritária que ninguém irá aceitar tranquilamente. O mesmo se aplica ao turista de carro que queira se dirigir a um hotel da região. Terá que deixá-lo num dos estacionamentos que estão sendo criados e pegar um taxi ou ir a pé. (?!!)

Nessa ordem, teríamos uma dezena de situações que a Prefeitura não previu, todas absolutamente intragáveis e até fora da lei do direito das pessoas de ir e vir.

Para agravar a situação os Correios por onde chegariam as credenciais dos moradores atrasaram a entrega das mesmas e, praticamente, 80 a 90% dos moradores do bairro não receberam as credenciais para dois carros. Em conseqüência, as filas em postos de entrega estão quilométricas, o que significa dizer absolutamente imprópria para idosos e deficientes físicos (ou a Barra não os tem?).

Mas por que a Prefeitura adotou essa medida? Segundo ela devido ao sucesso na Copa das Confederações quando às ruas próximas à Fonte Nova foram interditadas, até para táxis. 

Mas, pelo amor de Deus! São duas situações completamente diferentes. Na Copa as pessoas sairam às ruas visando chegar ao estádio e assistir aos jogos. Foi um  prazer! No caso da Barra, pelo menos a metade de seus moradores não aprova o Carnaval nas ruas e avenidas do bairro. Só lhes trazem problemas como o que agora está sendo vivenciado. 



domingo, 23 de fevereiro de 2014

ESTÃO DERRETENDO BRONZE DE NOSSAS ESTÁTUAS E COBRE DE NOSSOS FIOS ELÉTRICOS

Outro dia li uma postagem da autoria do excelente senhor Bartolo Sarnelli, lamentando o sumiço da estátua do Almirante Tamandaré no antigo Largo do Farol, hoje reformado.

Aliás, quando as obras se iniciaram, já o busto não se achava mais no lugar. Restava apenas o pedestal. Logo, as empresas contratadas pela Prefeitura para a reforma, nada tem a haver com o desaparecimento do mesmo. 

Pedestal já sem o busto

Pedestal ainda com o busto

1.    E por qual  razão o busto foi roubado? Simplesmente para ser derretido e se transformar em sucata, ou seja, passível de reciclagem na indústria que trabalha com bronze:
Medalhas, por exemplo

Ou lustres...

Nesse sentido há de se lembrar da estátua em bronze do Rei Pelé na entrada da antiga Fonte Nova. Roubaram os braços e com ele também foi a réplica da Taça Julis Rimet .
 O Rei
Sem os braços e a taça
Isso nos faz lembrar dos antigos gradis com terminais em ponta de lança que eram feitos em chumbo. Todos foram danificados (roubados), inclusive os do adro da Igreja do Senhor do Bonfim.
Antigo gradil
Hoje a coisa é assim:
Com arame farpado e eletrificado

Mas hoje eles querem um metal mais nobre. Partiram para o cobre e estão se servindo da fiação elétrica das cidades e campos.

Cobre

E sabem eles estão derretendo o metal em Itapagipe? No mar em pleno dia para não chamar a atenção. Em lata de gaz vazia acendem uma fogueira com gravetos e derretem o metal. O local: Coroa do Poço a 300 metros da praia.

Coroa do Poço




C





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sábado, 22 de fevereiro de 2014

EDIFÍCIO OCEANIA O MAIS BELO "ART DECO" DO MUNDO - CONFIRAM




Ainda esta semana fizemos uma postagem sobre a nova Barra e em meio ao assunto abordamos o Edifício Oceania. Falamos que o mesmo quando construído desrespeitou o gabarito da Avenida Oceânica, possivelmente usando um artifício para obtenção do Alvará de Construção, ou seja, deram como endereço do mesmo a Rua Alm. Marques de Leão, 36, onde não havia gabarito estabelecido.
 Como foi construído numa esquina, grande parte de sua estrutura alcançou a Avenida Oceânica, onde o gabarito estabelecido pela Prefeitura era da altura de um prédio de 3  a 4 andares.  Quase todos obedeceram esse padrão mesmo após a construção do dito cujo, inclusive o Edifício Portela, pegado ao Oceania, formando uma deselegância arquitetônica que choca aos olhos. Porque isto? Só o Oceania tinha esse direito? Deveras estranho!

Pois bem! Apesar da visível desobediência pública, o IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia tombou o referido prédio, praticamente encerrando o assunto. Ficará assim para sempre; ninguém poderá demoli-lo ou modificá-lo.

Mas com este feito, não teria o IPAC estabelecido um padrão, ou melhor, um gabarito, para o restante dos prédios ao longo da Avenida Oceânica, pelo menos até o Cristo? 

Com a palavra os advogados dos senhores proprietários dos prédios em causa.


Oceania e Portela - Haja!

Há de se aproveitar a oportunidade para confirmar que o Edifício Oceania é um dos mais significativos representantes do estilo "art deco" de Salvador. Outros são citados como, por exemplo, o Elevador Lacerda com características "deco" bem pronunciadas. O edifício do Jornal A Tarde na Praça Castro Alves também utiliza recursos "deco". Os antigos cinemas, Jandaia, Excelsior e Roma tinham acentuada tendência "deco".  O edifício Sulacap não pode ficar fora dessa relação. Os edifícios Dourado, Bráulio Xavier e o edifício Maiza se incluem. Também o Hidroporto da Ribeira, o Instituto de Cacau no Comércio, o prédio dos Correios no Comércio e a Secretária da Segurança na Piedade completam esta relação. Deve ter mais, a maioria construída entre 1924- 1950.


Elevador Lacerda
A Tarde
Cinema Jandaia

Cinema Excelsior

Cinema Roma

Ed. Sulacap
Edifício Dourado na Graça
Aeroporto ou Hidroporto da Ribeira
Prédio dos Correios no Comércio
Instituto de Cacau da Bahia


Secretaria de Segurança de Salvador

Pelo mundo, podemos destacar o prédio da Prefeitura de Asheville na Carolina do Norte nos Estados Unidos e o Teatro Carlos Gomes no Rio de Janeiro:
Prefeitura de Asheville na Carolina do Note - EUA



Teatro Carlos Gomes no Rio de Janeiro

O mais belo de todos

Bota belo nisto!

Pelo que foi mostrado acima, todos os prédios tem uma certa semelhança estrutural própria do estilo "deco". 

O edifício Oceania já foi quase de tudo: foi cassino, boate, bingo, sorveteria, sauna, teatro, galeria de arte e até o senhor Mamede Paes Mendonça fez um super-mercado no local. Seus primeiros moradores foram grandes empresários do ramo de cacau e entre os atuais estão artistas e famílias influentes de nossa sociedade.

Algumas figuras ilustres passaram por lá como o vocalista Bono da Banda U2; o músico Quiney Jones, Pelé e muitos outros. Os artistas baianos Gilberto Gil, Wagner Moura e Láxaro Ramos têm apartamento próprio no Oceania.

Então o condomínio deve ser uma nota? Não é! É o mais barato da cidade. Está em torno de R$150.00. Isto mesmo, graças ao aluguel do seu terraço para diversas empresas de telefonia.


Terraço do Oceania com suas antenas e a claraboia 

E quanto custa um apartamento no belo edifício? Ai a coisa muda. Primeiro ninguém vende e se for vender vai querer no mínimo dois milhões. Não é só o valor do apartamento em si; é preciso acrescentar a vista da Baía de Todos os Santos, do Cristo e do por do sol atrás da Ilha de Itaparica.

Isto não tem preço!

 Ao longo de sua história foi cenário de fatos engraçados e até trágicos. Quando Virginia Lane esteve em seu teatro, despertou os desejos de jovens moradores do prédio que tentaram assediá-la. Conta-se também que um grupo de rapazes deu gim a um jegue e o colocaram no elevador do prédio. Foi um Deus nos acuda quando a porta  se abriu numa chamada.


Um jegue

Do lado trágico, cita-se o assassinato indecifrável até hoje de um empresário, senhor Eric Loeff.



Virgina Lane
Por fim, vamos a um lado mais sério, qual seja o significado da expressão “Art Deco”. Trata-se de uma expressão francesa, abreviação de arts décoratifs (arte decorativa).
Características principais:
- Linhas circulares ou retas estilizadas;
- Uso de formas geométricas;
- Design abstrato;
- Formas femininas e animais são as mais trabalhadas;
- Influências do construtivismo, futurismo e cubismo;
- Presença marcante na Arquitetura.