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domingo, 23 de novembro de 2014

FÁBRICA DE RAPÉ DO SOLAR DO UNHÃO

Pouca gente sabe que o nosso Solar do Unhão na Contorno já foi uma fábrica de rapé. Sim! Rapé! Era um produto originário do fumo ou era o próprio fumo ralado.

Solar do Unhão

  1. Caixa de rapé inglesa

Foi usado inicialmente pelos indígenas. É considerado terapêutico, e algumas etnias também o preparam com enteógenos como as sementes de paricá. Entretanto, o rapé indígena é apenas para consumo não-ritual, e cada etnia possui suas próprias receitas. Os kaxinawá (hunikui) do Acre o preparam com meia porção de tabaco e meia porção de cinzas de madeiras selecionadas. Consomem o rapé com grandes canudos em forma de V chamados tipí, pois nesse caso não aspiram, e sim são "soprados" por um parceiro.

Relatam que o rapé se usa para esfriar o corpo, pois quando se trabalha muito debaixo do sol, ao ir tomar banho de água fria das cacimbas, pode-se pegar um resfriado, e é bom cheirar rapé antes. Mais que estimulante, portanto, o que o uso do rapé faz é baixar a pressão.
Nobre cheirando rapé
Em 1561, Jean Nicot, embaixador da França em Lisboa, que descreveu as propriedades medicinais do tabaco como uma panaceia em seus escritos, é creditado por ter introduzido o rapé na corte de Catarina de Médici para tratar suas fortes e persistentes dores de cabeça.1 3 Catarina de Médici ficaria tão impressionada com suas propriedades curativas, que prontamente declarou que o tabaco passaria a ser denominado Herba Regina, (em latim, Erva Real), e seu selo real de aprovação ajudaria a popularizar o rapé entre a nobreza francesa.

Catherine de Médicis



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