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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BARRACAS, TOLDOS E ÁRVORES DE SALVADOR SÃO EXTERMINADOS

Nunca em tempo algum este blog se conformou com a retirada radical das barracas de praia da orla de Salvador. Mas radical em todos os sentidos, principalmente econômico e social. Desempregou muita gente e o baiano, mais o turista,  ficaram sem opção de ficar na praia, ou melhor, de estar na praia.

 Isto mesmo! Não se vai à praia somente para tomar banho de mar ou tomar sol. Vai-se no geral por diversão, por lazer, descontração, essas coisas do bem estar..  Por exemplo, podemos ir a praia para tomar uma cerveja, conversar com um amigo, apreciar o mar, descansar, arejar a mente, curtir a paisagem, essas coisas sem que se tenha de molhar o corpo, nem mesmo “sujar” os pés na areia da praia.

É que o baiano fazia ao tempo das barracas. Ia à praia com maior satisfação e muitos não tomavam  banho de mar. Preferiam opções terrestres.

E de repente ficou sem nenhuma. Não tem nem onde sentar ou estar. Tem que ser na praia ou ficar dentro do carro. É o imperativo do poder, mas também é da insensibilidade.

Enquanto isto, aqui mesmo na Bahia, em Porto Seguro, diversos hotéis adotaram o sistema de "all inclusive" em barracas de praia, ou seja, o hóspede bebe e come tudo incluso.

Em Porto Seguro

O que se admira e se estranha é o que resultou da retirada das barracas de praia de Salvador. Foram demolidas as estruturas de apoio (as barracas) e se permitiu que as mesas e cadeiras permanecessem na praia no mesmo espaço de antes. Só mudou a forma de abastecimento. Se a cerveja, a caipira e o refrigerante eram servidos  pelas barracas, passaram a sê-lo pelo que chamamos uma “central de isopores” e muito gelo. Naturalmente um sombreiro de uma das companhias de bebidas como proteção ao conjunto. De resto as mesas e cadeiras continuaram no mesmo lugar e houve casos até de ampliação do espaço tomado. A foto adiante mostra o esquema:

Mesas e cadeiras em profusão

De resto sobraram os toldos que na Penha e no Poço em Itapagipe tinham em profusão. Eram mais organizados. O abastecimento era feito a partir de pequenos restaurantes situados do outro lado da rua. Não tomavam todo o passeio. Era deixada uma parte dele para trânsito dos pedestres. Vejam a foto e os espaços definidos, à esquerda.

Toldos do Poço

Sem dúvida que era um lugar agradabilíssimo curtido pelos moradores e visitantes. As árvores em profusão completavam o cenário. Pois bem! Todos esses toldos foram retirados de um lado e do outro e o itapagipano ficou sem opção de tomar sua cerveja e comer seu tira gosto. Em suma, ficou sem ter um lugar para ficar ou estar.Tem que ser na areia!

Aliás, não são apenas os toldos que estão sendo retirados. As árvores, algumas centenárias, também estão sofrendo horrores. Estão acabando com elas, sem dó nem piedade:

Árvore do Poço - Já tinha sido podada. Estendia-se bem para os lados. A foto anterior mostra a expansão.

Mas vejam o aconteceu:


Deceparam a árvore. Incrível! Se fosse qualquer um que fizesse isto, estaria preso, incomunicável. Estão querendo fazer um monumento à árvore? É o que parece! Monumento macabro!  AQUI EXISTIU UMA ÁRVORE.


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