ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

domingo, 29 de setembro de 2013

NOVO MONUMENTO EM HOMENAGEM Á TOMÉ DE SOUZA

Querem fazer um monumento em Salvador para acolher os restos mortais de Tomé de Souza que se encontram ainda em Portugal num convento do Século XIII na vila Franca de Xira.


Vila Franca de Xira - Portugal

Dois locais foram sugeridos até então: onde é  hoje a Prefeitura na Praça Municipal  e na Calçada.

Descartando de logo a Calçada que nada tem haver, vamos nos deter na proposta envolvendo a atual Prefeitura na Praça Municipal.

Tem alguma razão  a escolha da nossa Prefeitura de vidro. Como é desmontável pode ficar em outro local com amplo estacionamento, etc.. a CIDADE AGRADECE! Que tal escolher a Cidade Baixa? Seria uma forma de incrementar o desenvolvimento dessa parte da cidade. O senhor Prefeito e os senhores vereadores sentido na pele as agruras dessa parte da cidade haverão de cuidá-la melhor.

Lembra  um palco - Já tem até arquibancada - Não é verdade?

 Queiram ou não muitas pessoas de nossa sociedade, efetivamente esse prédio quebrou toda a harmonia que a grande praça possuía ao tempo da antiga Prefeitura e do Edificio da Imprensa Oficial ao lado, bem como da Pastelaria Triunfo na esquina da Rua da Misericórdia com a Ladeira da Praça. No local hoje é uma agência de um banco. Horrível! Aliás, nesse sentido, o banco é o menos culpado. Credite-se à Prefeitura a grande culpa por aprovar o projeto da construção desse prédio.

Nessa altura é imprescindível fazermos uma comparação do antes e depois. Vejamos como eram os prédios que foram substituídos pela atual Prefeitura de vidro. A cidade perdeu de goleada:
No espaço onde estão estes dois prédios (a antiga Biblioteca e o ed. da Imprensa Oficial) hoje se acha a nossa Prefeitura de vidro, felizmente desmontável. É só colocá-la em outro local como acima foi sugerido.


A foto acima é curiosa, aliás, curiosíssima. É a Praça Municipal após a demolição dos prédios da Biblioteca Pública e do Edifício da Imprensa oficial. Ficou como que um vazio. Claro que qualquer coisa que se colocasse no local haveria de melhorar o aspecto. Foi o caso da Prefeitura de vidro. Por isso ela ficou no local até hoje. Era melhor do que nada! Mas agora está chegando a hora de botá-la em outro lugar. Na Cidade Baixa, foi a nossa sugestão.


De relação ao Bradesco que ocupou o lugar da antiga Pastelaria Triunfo, bem que este banco poderia dar uma mão à esta cidade. Botava abaixo o prédio onde funciona esta agência e reconstruiria o antigo prédio. Claro que poderia funcionar no mesmo, mas exteriormente presenteava a cidade com um belíssimo monumento arquitetônico.


A antiga Pastelaria Triunfo à direita. Ao lado ainda a antiga Biblioteca

MAPAS E MAIS MAPAS DO NOVO TRÁFEGO DA BARRA E UMA EXPLICAÇÃO



A internet está publicando diversos mapas relativos às mudanças do tráfego na Barra em razão das obras que irão começar com vistas às obras previstas para o local. Tudo bem! Mas nem todas as pessoas entendem essas modificações olhando estes mapas. É muita sinalização (traços de diversas cores).  Vamos tentar uma explicação complementar com vistas a um melhor entendimento.

Vamos começar com um motorista vindo do Campo Grande pelo Corredor da Vitória em direção à ladeira da Barra, visando chegar, por exemplo, ao bairro de Ondina ou Rio Vermelho:

Corredor da Vitória

Ladeira da Barra - Em baixo o Iate Clube da Bahia

. Descerá a bendita da mesma forma como fazia antes: o tráfego nessa ladeira continua sendo feito nos dois sentidos. Alcançando o Porto não poderá mais entrar na Rua Barão de Itapoan como antes fazia. Agora essa rua é contramão. Deverá seguir em frente em mão única, passando pelo Hospital Espanhol. Acrescente-se ainda que esse local está com metade da rua interditado. Adiante na altura do Edifício Oceania,  na esquina da Rua Marquês de Leão com a Atlântica, deverá virar à esquerda pegando a Rua Marquês de Leão; alcançar a Miguel Burnier (Rua da Perini) até chegar na Rua Airosa Galvão para em seguida, virando à esquerda, alcançar de novo a Av. Atlântica na altura do Morro do Cristo e ai, então, chegar à Ondina. Nesse trecho ( Cristo-Ondina) o tráfego continua sendo feito nos dois sentidos. Cuidado!

Ed. Oceania 

Ao retornar, procure evitar Ondina-Cristo. Deverá subir o entorno do Morro do Ipiranga e sair na Centenário. Uma vez nela e admitindo-se que você pretende voltar ao Corredor da Vitória por qualquer razão  Deverá fazê-lo da mesma forma como era anteriormente: alcança a Rua Frederico Shimith (esquina do Super-Mercado Bom Preço) e ao alcançar a Rua Marquês de Caravelas vire à direita. Antes, nesse local vc. também poderia virar à esquerda em direção ao Posto da Alameda. Agora não! A Marquês de Caravelas é só mão em direção ao Porto.  Claro que você poderá virar à direita numa das ruas que dão na Av. Princesa Izabel e alcançar a Vitória pela Graça,  mas você quer voltar pela Ladeira da Barra por teimosia ou costume. Aí você alcança o Porto sem maiores problemas e subirá a Ladeira da Barra, igualmente sem nenhuma dificuldade, a não ser os carros noutro sentido (não esqueça que permaneceu a mesma coisa nesse local).

Nova orla

 Mas na Marques de Caravelas tem uma grande modificação: na altura da Associação Atlética. Ai começa a Rua Barão de Itapoã. Tradicionalmente esta rua era mão Barra –Marquês de Caravelas. Agora não! Ai vc. pega a Rua do Porto e em seguida  a Ladeira da Barra. Também  vc. pode virar a esquerda em direção ao Farol. O mais certo nesse trajeto é virar à direita pela Alameda Antunes. Tome-a e alcance a Princesa Izabel que continua como era e saia na base da ladeira da Barra.



De relação à rua Afonso Celso continua na mesma, ou seja sentido Alameda- Largo do Farol, contudo, você não poderá virar mais à direita em direção ao Hospital Espanhol. Agora esse trecho é só mão sentido Porto-Farol.

De resto, você não poderá mais circular de carro na Av, Atlântica- Farol- Barra Center. Não será apenas aos domingos. Deverá ser para sempre a não ser que o novo prefeito seja do contra e resolva abrir de novo a rua. Na Bahia é sempre possível!

Ah! Estacionamento? Se já era difícil após  as proibições relativas ao lado do mar, agora ficou ainda mais. Somente na ruas internas. É só chegar muito cedo na altura de 5 horas de manhã.

Tem mais uma coisa. E o réveillon? Já estão dizendo que este ano não haverá réveillon na Barra devido às obras. Será? Não vai dar tempo segundo alguns; já outros dizem que haverá. Mas vamos admitir que efetivamente não fiquem prontas as obras no trecho Farol-Barra Center e no Largo do Farol. Nesse caso onde se faria o réveillon? Ondina?  Amaralina? Só na Boa Viagem. É uma boa alternativa. Recuperaria uma das maiores festas de antigamente.

Ondina
Amaralina
Boa Viagem - Será?

E o Carnaval? Ai pegou! Em nosso entendimento o Circuito Barra-Ondina já era. É de se imaginar os enormes Trios Elétricos mais o povo sobre o novo equipamento. Certamente que haverá estragos de várias naturezas. Será que alguém já pensou nisto? Achamos que não, do contrário já estariam falando das opções de um novo circuito. Será que chegou a hora do Comércio? Parece que sim!


sábado, 28 de setembro de 2013

MORRO DO CRISTO COM SUAS GAMBIARRAS

O Morro do Cristo junto com o Farol da Barra é um dos locais mais vistos e visitados pelos turistas que nos visitam. É realmente muito belo. Os coqueiros próximos à estátua foram plantados por mãos mágicas. Não acreditamos que esperavam a grandiosidade do conjunto.

Em  sendo assim, é absolutamente inaceitável que se tenha permitido o cruzamento de fios entre as árvores para ligar refletoes visando iluminar o local, desde que em vez dessa exposição, era possível e fácil (terra gramada) a colocação de uma fiação subterrânea.

Lembra muito as ligações clandestinas que existem por ai. Lamentável!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A BARRA DE ONTEM,HOJE E AMANHÃ

Anuncia-se com grande destaque uma nova orla de Salvador, principalmente na Barra que, em tese, já  é um lugar bonito. Querem torná-lo ainda mais bonito. Diz-se, inclusive, que será algo inédito no Brasil.

Efetivamente, pelas fotos já publicadas pela internet, o projeto é realmente muito significativo.  Por exemplo, no trecho entre o Farol e Barra Center não haverá circulação de veículos. Pena que não possa ser em toda a orla da Barra, desde que no local existe um hospital  e vários hotéis e se faz necessário a circulação de veículos.



Mesmo assim, de relação aos ônibus, haverá limitação de linhas, desde que hoje, praticamente, todos os ônibus dos mais diversos lugares, passam pela Barra.

Sem querer ser saudosista, devemos registrar a Barra como ela é hoje, desde que dentro de poucos dias, as máquinas estarão em ação, suprimindo passeios e vias asfaltadas para que no lugar seja colocado o novo revestimento desse espaço com desenhos em destaque, bem como jardineiras no entremeio.  Só pessoas circularão no mesmo.

Faz-se agora um registro para a posterioridade de como é hoje a Barra, da mesma forma que em outras postagens registramos como era antigamente e nos surpreendíamos como eram suas ruas e suas residências, mesmo como era a sua praia na horizontal da rua sem as balaustradas elevadas que hoje a caracteriza.

Foto da Praia da Barra  sem balaustrada e o morro sem o Cristo

Praia da Barra vista do Morro do Ipiranga- Há de se notar que é só praia e vegetação. A avenida ainda não tinha sido feita.

Um pouco mais adiante, mas ainda sem avenida.
Uma certa inclinação para posto.

Vamos, então, a Barra de hoje, antes que se façam as obras que lhe modificará sensivelmente:









terça-feira, 24 de setembro de 2013

IRMÃ DULCE- O MAIOR BAIANO (A) DE TODOS OS TEMPOS

Faz pouco mais de uma semana que o jornal A Tarde fez uma enquete junto a um grupo de “notáveis” como classificou, sobre quem teria sido o maior baiano de todos os tempos. Deu disparado Rui Barbosa. 

Realmente um grande homem, mas um homem nascido no século XIX. Será que cem anos depois não teria tido ninguém melhor do que ele nessa terra? Esqueceram, por exemplo, de Octávio Mangabeira que marcou a sua governança com grandes obras: construiu a Fonte Nova numa época em que o futebol baiano se fazia num estádio de arquibancadas de madeira; fez o Hotel da Bahia, desde que Salvador não tinha um hotel cinco estrelas e coincidentemente, construiu o Fórum Rui Barbosa e para o mesmo transladou os restos mortais do grande baiano, ou melhor, do maior baiano.

E o que dizer das grandes mulheres dessa terra. Teriam sido esquecidas? Maria Quitéria é uma delas. Lutou pela independência de nossa terra. Vestiu-se de soldado e com espada em punho marchou em frente às tropas libertadoras.

E o que se falar de Joana Angélica? Deu sua própria vida em prol da dignidade de uma instituição. Os soldados portugueses passaram por cima do seu corpo inerte na porta do convento. Muito poucas pessoas no mundo fariam tamanho sacrifício.

Talvez por não aceitar por inteiro a decisão dos chamados notáveis, o mesmo jornal “abriu” como que uma enquete popular na internet e parece que se fez justiça nessa terra. A maioria indicou uma santa como o maior “baiano” de todos os tempos: Irmã Dulce.

Irmã Dulce


Esta sim, uma figura “notável”. Dedicou sua vida aos pobres. Melhor do que tudo: tratou dos doentes que eram pobres. Invadiu casas, bibliotecas, arcos de ladeiras para abrigá-los. E não se diga que a irmã fosse de origem pobre; que nada possuía e tinha pouco a perder. Ledo engano. Seu pai era um dentista. Dulce estudava em escola particular quando menina. Foi professora. Tinha condições de seguir caminhos bem mais cômodos. Mas não. Foi em frente até construir um grande hospital que só atende pessoas sem recursos. Tornar-se-á santa por força de uma vida dedicada ao próximo. Melhor “baiano” ou “baiana” do que esta mulher é difícil encontrar em qualquer parte do mundo, não somente na Bahia.


Irmã Dulce aos 10 anos de idade. O pai discursa ao seu lado e as autoridades da época em frente 


Igreja de Irmã Dulce

NOVA ORLA DE SALVADOR - PROJETO

Estamos publicando fotos do projeto da nova orla de Salvador, uma obra que se diz será concluída até a Copa de 2014.

Sem dúvida que é um projeto arrojado e com características muito próprias. Praticamente estará mudando o atual visual no que diz respeito à passeios e ruas.

Certamente, deverá haver grandes modificações no trânsito, dando mais espaço para os pedestres.

Estaremos aguardando as opiniões dos especialistas, mas acreditamos que a maioria deva ser favorável ao projeto.

Por enquanto vamos transcrever trechos da entrevista do Prefeito à imprensa. Ele, como ninguém, sabe o que irá ser feito:

"Os trechos que receberão reformas serão os seguintes: São Tomé de Paripe, Tubarão, Ribeira, Barra, Rio Vermelho, Jardim de Alá/Armação, Boca do Rio, Piatã e Itapuã".

"A Barra vai ser um exemplo de orla para o Brasil", acredita. "Vai passar por uma mudança total, que inclui até uma mudança cultural.  Esse piso compartilhado que vai ser implementado na Barra e na Ribeira, dois trechos que tecnicamente comportam o piso compartilhado,  vai exigir toda uma reestruturação do trânsito, toda uma educação das pessoas, toda uma nova lógica de aproveitamento da Orla de Salvador". 

"A Orla vai ser devolvida às pessoas. O importante é isso. A gente tá fazendo todo esse projeto para permitir que as pessoas possam andar na orla, possam desfrutar do espaço, do ambiente público da Orla".

"Vamos ter uma re-engenharia de todo o trânsito da grande região da Barra, com reflexos na Graça, com reflexos na Vitória, com reflexos em Ondina (...) Pelo contrário, a gente espera melhorar a qualidade do trânsito". Vamos acabar com o meio-fio. Vai ser tudo uma coisa só". Do Farol até o Barra Center, o trânsito de carros será eliminado e o espaço será exclusivo para os pedestres. Do Farol até o Porto, o trânsito será redesenhado. As linhas de ônibus sem ter a Barra como destino serão retiradas do trecho. A velocidade será limitada a no máximo 20 km/h"

Neto disse que a prefeitura não trabalha com o "conceito de barracas" e que serão instalados na Orla equipamentos que estarão integrados às redes de água e esgoto, terão sanitários para a população e que sejam padronizados. Estes equipamentos serão explorados por particulares e nenhum deles ficará na areia. "Não vamos ter nenhum tipo de equipamento fixo na areia da Orla de Salvador", disse. Segundo ele, na areia serão oferecidos "serviços dirigidos à população". "Uma coisa  que já estamos em curso é exatamente o aproveitamento da força de trabalho dos atuais barraqueiros, para que eles sejam parceiros da exploração de uma parte desses equipamentos e desses serviços".

"Claro que todo mundo vai ter que seguir uma mesma linha de padronização. todo mundo vai ter que estar regularizado. Nós não vamos permitir a favelização da Orla de salvador, como hoje acontece, com estruturas de lona que comprometem o visual, mas todas essa mão de obra procurará ser aproveitada dentro desse novo modelo"












segunda-feira, 23 de setembro de 2013

BICICLETAS E CAIAQUES NA BARRA - CUIDADO!

Salvador, a Barra especialmente, foi brindada com duas novas opções de lazer: andar de bicicleta e de caiaque. Tudo bem! Estávamos realmente precisando de algo mais desde que nos tiraram as barracas de praia e agora querem tirar as baianas também, ou seja, estamos sem poder comer um tira gosto com certo conforto e tomar uma cerveja na sombra. Ficamos limitados aos pastéis e empadas dos ambulantes e o uso de refrigerantes e cervejas gelados em isopores nem sempre ou nunca higienizados. (nesse último caso, o gelo é colocado no isopor que não foi devidamente lavado antes da operação, ele que estava guardado por ai em casas velhas ou mesmo na rua).

Contudo, temos talvez importantes observações a respeito dessas duas novas atrações. De relação às bicicletas, sem dúvida que será um atrativo, especialmente se houver uma faixa de segurança para a sua circulação. 


Já de relação aos caiaques que estão sendo alugados – pelo menos é o que se presume pela sua exposição em frente ao Forte de Santa Maria, temos um grande aviso a fazer. Quem vos escreve tem larga experiência no assunto que irá tratar. A Barra não é lugar para o uso de caiaques a pessoas sem uma certa experiência, até profissional. Vamos aos fatos:

1)      Os caiaques não podem ser usados a 20 ou 30 metros da praia do Porto. Nesse espaço estão os banhistas e são centenas deles. Haveria abalroamentos a toda hora com sérios riscos até à vida.

2)      Conseqüentemente, eles terão que circular na faixa entre 40 a 50 metros para fora e sabem o que acontece nessa distância: uma super correnteza que, nas marés de vazante, joga as embarcações de qualquer natureza para fora e aí fica difícil mesmo para profissionais. Sabem qual é o destino? o boião sinalizador que fica quase em frente ao farol. Se os remadores não forem bons vão cair fora da barra.




A propósito, não é a primeira vez que se tenta o uso de caiaque no Porto da Barra. Há alguns anos atrás um senhor alugava os primeiros caiaques que haviam sido lançados àquela época. Trazia-os  (2) em cima de um carro e os colocava na praia. Num determinado dia, grande maré de vazante, uma casal alugou um caiaque cada qual (era individual). Em pouco tempo foram parar fora da Barra. Foi preciso uma lancha que saiu do Iate Clube prestar socorro. 

O traço vermelho limita o espaço destinado aos banhistas. Até os barcos dos pescadores do local têm que apoitar fora desse limite. Os dois traços amarelos indicam a rota dos caiaques, algo em torno de 50 a 60 metros da praia e os traços verdes mostram o sentido da correnteza de vazante na área. A velocidade da correnteza fica entre 1 a 3 nós/segundo, ou seja, 5 a 15 metros a cada segundo. É muita força! 


O CONFORTO DE NOSSAS PRAIAS JÁ ERA

O “conforto” de nossas praias está sendo tirado aos poucos. Primeiramente, foram retiradas as barracas de praia já faz dois ou três anos. Fizeram uma supressão violenta em toda a orla de Salvador, agravada por não oferecer à população outra opção.


Não se tem mais um lugar para se tomar uma cerveja ou um refrigerante devidamente instalado, muito menos comer um peixe frito ou uma lagosta para os mais exigentes. Ficamos sujeitos aos isopores horríveis, ante higiênicos e aos vendedores ambulantes com suas empadas e pasteis duvidosos.


 Até mesmo caranguejos são oferecidos inteiros sem, contudo, o competente “pauzinho” e tábua ou mármore para torná-lo “comível”. Tem que ser nos dentes e nos dedos, sujeitos á quebrá-los ou feridos, respectivamente.



Agora, querem tirar as “baianas” das praias. Pretendem colocá-las em tendas horríveis em cima dos passeios. É um absurdo! Argumentam que elas sujam a nossa areia ou se tornam perigosas com seus fogões a carvão. Ai os clientes, ou melhor, os fregueses, têm que sair da praia e ir até o passeio que limita a mesma, comprar seu acarajé ou abará no pratinho ou no papel de embrulho e em seguida descer até onde está seu sombreiro alugado com a marca de uma cervejaria que está adorando a situação. Vista de longe determinada praia pode ser toda amarela ou pode ser toda vermelha, dependendo do patrocínio da geladinha. Uma graça! Pois bem, quando o nosso freguês chega no seu sombreiro e após comer seu acarajé ou abará, joga o prato ou o papel na praia; no máximo faz um buraquinho e enterra-o o que não sabemos se é pior ou melhor ao meio ambiente.



Ah! Sim!  Tem a questão das necessidades fisiológicas. Assim ou assado, já tinham muitas barracas que ofereciam espaço para tal. Pelo menos tinha um ponto de água doce para uma melhoria da situação. Verdade que se quisesse a Prefeitura poderia exigir a instalação de sanitários em todas elas e seria imediatamente atendida, bastando que se fizesse a competente e devida ligação de água.

E o que acontece nesse último caso? O mar. Sim, o mar é a solução. Vez em quando você vê passar aquela formação amarronzada, desde que em razão de gazes em sua composição, sempre flutua. O resto, a parte líquida que todos expelem, mistura-se com a água do mar e não causa tanto prejuízo. É quase imperceptível.

Mas o que se está comentando não é uma coisa lógica e evidente? Claro que é, mas temos quase certeza que essa gente que toma decisões tais não conhece a cidade, suas tradições, seus costumes, por ai.  E ainda são cruéis. No momento que destruíram quase um milhar de barracas, levou ao desemprego milhares de baianos que só sabiam fazer aquele serviço. O que esse pessoal esta à fazer no presente momento? A resposta é mais ou menos triste.

No momento também que obriga as baianas a se retirar das praias, diminui sensivelmente o faturamento de centenas de famílias que dependem delas, ou seja influencia até no PIB baiano.  Sabem o que esse pessoal está pensando obrigando-as a se posicionar em toldos no passeio: julgam que todas se tornarão uma Dinha, Cira ou Regina, que tem seus boxes no asfalto, digamos assim. São casos isolados e leva anos para que tal aconteça, talvez um século.

Cira

Será que a proposta é esta? Horrível! Onde está o bom senso?