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terça-feira, 12 de novembro de 2013

PARA O BEM DE SALVADOR!

Este blog por diversas vezes teceu elogios ao ex-prefeito, João Henrique, de relação a duas obras realizadas em sua gestão: as tubulações dos canais do Chame-Chame e da Vasco da Gama.

Atual Avenida Centenário

Referidos elogios foram contra diversos setores da imprensa que consideraram as referidas obras até um crime à natureza de nossa cidade. Um desses setores chegou a afirmar que o referido político “teria sepultado os dois últimos rios de Salvador”.

Mas que rios? O Rio dos Seixos no Chame e o Rio Lucaia na Vasco da Gama?


Esses rios já “eram” há muito tempo. Por exemplo, o Rio dos Seixos foi canalizado em 1951 pelo então governador Juracy Magalhães, quando fez o túnel que dá acesso à Avenida Centenário de quem vem do Dique do Touro. Não foi o ex-prefeito que o canalizou. Na época, a maioria dos edifícios construídos no seu entorno despejava seus detritos no referido canal. Os “restos mortais” desse canal eram despejados na Praia do Farol, em frente ao atual Hotel Pascoal, causando uma depressão na praia em frente de quase um metro de profundidade. Por vezes, até, as águas fétidas faziam um canal que se dirigia até próximo ao Farol. Uma lástima! Vez em quando ainda despejam:



Praia do Farol ao tempo do Canal do Chame-Chame - Uma vergonha!

Outro grande problema do Chame-Chame ao tempo do canal eram as inundações ocorridas em dias de chuva. Formava-se um lago, cobrindo inclusive as duas pistas. O fato ocorria em razão do despejo das águas provenientes da Graça e da Barra Avenida pelas diversas ladeiras existentes no local, todas desembocando no Chame-Chame.

Após a inauguração da nova avenida, determinado jornal publicou uma matéria criticando a obra e num determinado trecho previa que na “próxima chuva que a cidade tivesse, aquela tubulação não resistiria e ter-se-ia uma tragédia de conseqüências inimagináveis”.

Confessamos que ficamos apreensivos, desde que moramos nas proximidades e no dia que caiu um temporal na cidade, ficamos atentos aos acontecimentos chuvosos. Nada aconteceu! A água fluiu mansamente como que num passe de mágica.

Mas, enquanto fazíamos esses elogios por razões que achávamos justas, hoje temos a lamentar o descaso que o ex-prefeito tratou a questão dos elevadores e planos inclinados da cidade. O Plano Gonçalves parou faz dois anos; o da Liberdade também deixou de funcionar; o do Taboão já era e até o Elevador Lacerda funcionou por diversas vezes, apenas com uma cabine. O Pilar ainda funciona, mas sem nenhuma melhoria. Um descaso total.


Elevador Lacerda
Plano Inclinado Gonçalves
Plano Inclinado da Liberdade


Estação do Elevador do Pilar

Com isto grande parte da população ficou prejudicada, desde que esses equipamentos são fundamentais para o deslocamento das pessoas entre os dois níveis de nossa cidade. O problema atingiu seriamente o comércio existente na Cidade Baixa, bem como trouxe embaraços aos estudantes das diversas faculdades que se instalaram na área do Comércio.

Em verdade, nossos governantes ainda não enxergaram a importância econômica, turística, etc. etc. de nossos elevadores e planos inclinados. Eles deveriam ser tratados de forma muito especial. O Elevador Lacerda, por exemplo, é o único no mundo através do qual passa uma ladeira de grande movimento (Ladeira da Montanha). Suas cabinas deveriam ser as melhores de toda a indústria mundial do setor. Deveria ter a melhor iluminação que se possa fazer. Os carabineiros e outros funcionários deveriam se vestir diferenciadamente. Poderiam ser contratadas recepcionistas billingues para orientação aos turistas estrangeiros, pelo menos nas épocas de maior fluxo.

Para que tanto? Para o bem de Salvador e da Bahia!

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