ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

terça-feira, 16 de julho de 2013

PESSOAS INTERESSANTES E\OU FOLCLÓRICAS - IRMÃ DULCE

Segundo critérios do Vaticano ela é quase uma santa. Hoje, descansa no mausoléu anexo à sua principal obra: o Hospital Santo Antônio. Anteriormente, já por volta de 1943, já se tinha noticia que ela dirigia uma escola nos Alagados do bairro do Uruguai. Daí não parou mais. Entre 1950 e 1960 era comum vê-la andando pelo Comércio buscando dinheiro para seus doentes. De bata branca e azul, ia atrás das empresas e bancos daquela época. Correia Ribeiro do Banco da Bahia; Calmon do Banco Econômico; Pergentino Holanda do Banco Holandês; de Mamede do Super-mercado Paes Mendonça; dos Carvalhos; do pessoal das empresas de cacau; enfim de todo mundo que tivesse algum recurso extra ou sobrando.



Era incansável e só deu por satisfeita quando o governo desapropriou parte da Vila Militar dos Dendezeiros, onde funcionava a cavalariça e ela pôde levantar o seu hospital. Quando isto aconteceu, a classe médica de um modo geral deu-lhe todo o apoio. Todos faziam plantão de graça nas suas dependências. Ainda hoje é assim em grande parte.
Largo de Roma onde vai ser erguido um memorial

Então, era uma mulher forte fisicamente. Ao contrário! Magérrima. Certamente buscava força no amor às pessoas necessitadas. Uma força divina, quase inacreditável.

Também intrépida! Invadiu casas desocupadas; arcos de ladeiras; prédios públicos a fim de alojar os seus doentes. Em determinados países, seria presa. Aqui, deve ter comparecido a algumas audiências com delegados de plantão. Os caras em vez de prendê-la, pediam perdão.

Atualmente, a Prefeitura está fazendo ou vai fazer um memorial em sua homenagem. Tem que ser algo muito bom, monumental a altura de sua obra. Por muito menos, em outras plagas se fizeram estátuas gigantes.

Local onde se deu a beatificação de Irmã Dulce
Em 1924 o Governador da Bahia Francisco Marques de Gões Calmon realizou uma solenidade pública de inauguração de um espaço e recebeu em homenagem uma cesta de flores das mãos de uma garotinha linda, dez anos de idade, impecavelmente vestida, com um chapeu Panamá na cabeça. O nome dela era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes que já adulta seria conhecida pelos baianos como Irmã Dulce, a santa da Bahia.

Por fim, publicamos uma foto rara da querida irmã: ela aos 10 anos numa solenidade em 1924 entregando uma cesta de flores ao então governador da época, Francisco Marques de Góes Calmon. Estava ao lado de seu pai, dr. Lopes Fontes:


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