ATÉ HOJE JÁ TIVEMOS MAIS DE 400 MIL CONTATOS

domingo, 30 de dezembro de 2012

FOGOS DE ARTIFICIO NA BARRA - GARANTIDO!





Por pouco mesmo o baiano não veria este ano a queima de fogos na praia do Farol da Barra. A Prefeitura sem dinheiro e no final de gestão do atual Prefeito, estava cancelando o evento. Faria somente um show de artistas da terra em frente ao farol.  Muito  pouco! Salvador e o Brasil já se acostumaram com o espetáculo pirotécnico do dia 31 de cada ano. Emissoras de TV mostram-no  ao vivo, juntamente com o do Rio de Janeiro e Santa Catarina. Excelente para o nosso turismo.
Na iminência do fracasso, o Governador num gesto digno de um homem inteligente, esquecendo as rivalidades, assumiu o patrocínio e garantiu a festa de cores. Parabéns! Salvador agradece.
Mas que tal um pouco de história? Como surgiram os fogos de artifício? Por mais incrível que possa parecer, antes mesmo do descobrimento da pólvora. Alguém descobriu que pedaços de bambu ainda verde, explodiam quando colocados numa fogueira. Os bambus crescem muito depressa; aí se formam bolsas de ar e seiva dentro da planta, inchando e explodindo quando aquecidas. Eram jogados em fogueiras durante festivas e comemorações com o objetivo de assustas os espíritos. Mais tarde, esses mesmos bambus foram recheados com o já conhecido “fogo químico” e lançados ao fogo, causavam um grande ruído. Eram os primeiros fogos de artifício.
Bambú

sábado, 29 de dezembro de 2012

TIVERAM CORAGEM DE VOLTAR A OCUPAR A PRAÇA DE ONDINA


O ano passado houve uma grande celeuma de relação à instalação de um camarote para o Carnaval na Praça de Ondina. Ocuparam-na totalmente. Até  dificultaram o acesso à praia.
Diversos protestos foram feitos, inclusive aquele do movimento “DESOCUPA SALVADOR”, mas de nada adiantou. O camarote foi construído e funcionou durante o Carnaval. Para piorar a situação, foi o último a ser desarmado, liberando a praça.
Este ano esperava-se que  a Prefeitura não permitisse o uso da mesma praça para esta finalidade, mas não é o que está acontecendo. O “monstrinho”  já está se levantando de novo. Quase toda a praça está interditada.  Deixaram um pequeno acesso à praia. Felizmente!
Praça de Ondina
Camarote pronto

PERCURSO DA LAVAGEM DO BONFIM


No próximo dia 17 de janeiro realiza-se mais uma Lavagem do Bonfim, a grande festa da Bahia. Costuma reunir algo em torno de dois milhões de pessoas de forma absolutamente espontânea, sem alardes, sem propaganda, de graça. É a força da fé de um povo e de sua tradição. Forma-se como que num passe de mágica. As pessoas vão chegando aos poucos desde as seis horas da manhã. Concentram-se entre a Conceição da Praia e a Praça Cairu. Todos vestidos de branco. Começam a beber e a comer. A feijoada é o prato preferido. É feita pelas grandes cozinheiras da cidade. Renomadas! Dispõe suas  panelas pelos calçadões em torno do Mercado Modelo. São improvisadas algumas mesas e cadeiras, mas a maioria come em pé.
E as 10 horas começa a caminhada de quase 7 quilômetros rumo à Colina do Senhor do Bonfim. Geralmente as autoridades em projeção vão à frente. Às vezes uma banda de música de alguma corporação militar vem logo atrás, dando apoio , mas na falta um bloco de axé substitui a altura. Em seguida as carroças com seus jegues enfeitados. Os cavaleiros vindos não sabemos de onde amedrontam as pessoas. Por fim o povo, a maior atração.
O presente trabalho vai mostrar os principais destaques urbanos do percurso. O que o nosso passeador vai ver durante sua caminhada de fé.



Elevador Lacerda e Praça Cairu
Praça Cairu
Mercado Modelo
Mercado Modelo - Fachada principal

6.500 mts.- indica a placa

Inicio da Rua Miguel Calmon
Praça da Inglaterra
Praça Riachuelo e Associação Comercial da Bahia
Cais do Ouro
Mercado do Ouro
Trapiche Barnabé
Trapiche Querino
Igreja de Água de Meninos
Forte São Raimundo
Av.Jequitaia
Quartel de São Joaquim

Igreja de São Joaquim
Estação da Calçada
Igreja dos Mares

Largo dos Mares
Av, Fernandes da Cunha

Largo de Roma
 Igreja de Irmã Dulce
Obras sociais de Irmã Dulce

Av. Dendezeiros do Bonfim


Colégio da Policia Militar


Chegando ao Bonfim
 Ladeira do Bonfim- Solar Marbach
Igreja do Bonfim
Casas dos Romeiros

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SALVADOR 35 GRAUS

O avanço da verticalização
Moramos em frente a este aglomerado de prédios de nossa cidade. Quando viemos morar aqui, há quase 40 anos, nenhum desses edifícios existia. Você quase via o mar ou pelo menos, havia mais azul de céu. E tinha uma ventilação livre e solta proveniente desse próprio mar. Hoje o vento pede passagem por entre os aglomerados de cimento armado, mas não consegue seu intento. Em consequência, a temperatura ambiente vai às alturas – quase 35º. No Rio, 43º.  Depois, os cientistas e personalidades tais, andam dizendo que o mundo está mais quente pela diminuição das calotas polares, pelo ozônio e diante de nossos olhos está uma contribuição significativa de nós mesmos.    


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A ÚLTIMA FRUTA PÃO DE SALVADOR

Em postagem bem recente, falamos sobre fruta-pão, esta magnifica árvore talvez pouco conhecida da atual geração. Diziamos que, antigamente, a maioria das casas de Salvador possuia um pé de fruta pão no seu quintal.
O mesmo acontecia com a mangueira. Com o tempo e a valorização dos espaços, os quintais desapareceram e, consequentemente, o pé de fruta pão também se foi. Não se via nem nos nos parques e jardins da cidade.
E com as mangueira aconteceu a mesma coisa? Nos quintais, idem, mas nos espaços públicos a mangueira está sempre presente, viçosa e colorida.
O que aconteceu para o desparecimento da bela e frondosa árvore da fruta pão? Vamos aos fatos. Por mais incrível que possa parecer, a fruta pão foi proibida de ser plantada na Bahia e mesmo no Brasil. Isto mesmo! Quando se estabeleceu o Império Português no Brasil com o então Principe Regente Dom João Maria de Bragança (futuro D. João VI), foi proibido plantar a referida árvore e que se exterminassem as então existentes. Corria o ano de 1816.

Portugal revia seus contratos internacionais e os paises orientais eram a principal mira. Não eram bem aceitos pela Inglaterra e Espanha que davam sustentação política e militar à Portugal. E a planta era oriental.
Há outra hipótese do ponto de vista teórico cultural - questão de imagem. A Fruta pão no Taiti possuia, à época da chegada dos europeus uma imagem altamente positiva considerada como fruta alimento por excelência. Essa imagem positiva permanece ainda hoje, como o demonstra o seu uso simbólico na Catedral de Papeete.

Catedral de Papeete
O plano dos ingleses, porém, de transplantá-la com o intuito de colocá-la a serviço da alimentação dos escravos africanos, determinou uma mudança de sua imagem. Nas Américas, passou a ser considerada como alimentação de escravos ou classes inferiores da sociedade.
No Brasil, a planta foi introduzida em 1801 pelo governador do Pará, D. Francisco de Souza Coutinho. Mandou buscá-la em Caiena. Tudo indica que também aqui se pensasse no seu uso para a alimentação da numerosa população escrava.

Fruta-pão
Mas não existe mesmo nenhum pé de fruta pão em Salvador, pelo menos um, para ser fotografato e ilustrar essa postagem?  Felizmente existe, mas só um. Ele se acha em terreno de Marinha, bem protegido. Estamos nos referindo à especie existente no espaço do Segundo Comando Naval da Bahia, na Avenida do Contorno - Antiga Escola de Aprendizes de Marinheiro.

 Quase não se percebe a sua existência. Esta embaralhada com outra árvore de espécie distinta. As duas se confundem. Tivemos sorte em descobrí-la. Também conhecemos a espécie desde menino. Havia uma no quintal de nossa casa.
 A seta está a indicar



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O PERU DO NATAL DE ANTIGAMENTE


Natal é um dia de festas! A maioria dos lares festeja a data com jantares e almoços onde o grande prato é o peru. Mais do que tradicional!  Hoje essa iguaria é comprada nos supermercados já quase pronta. É só assar em modernos fogões ou mandar fazer esse serviço em estabelecimentos especializados.
E, antigamente, como era a coisa? Era braba, muito braba! Geralmente, o peru era comprado nas feiras um a dois meses antes. Vivinho da silva!
Levava-se para casa, mas não as casas de hoje, a maioria apartamentos. Eram casas que tinham quintal. Quase todas elas  o possuíam, inclusive aqueles palacetes do Corredor da Vitória ou da Graça. Isto mesmo! Onde hoje estão grandes edifícios. De resto, na periferia, todas as casas tinham um quintal, pequeno que fosse, mas tinham. Plantava-se fruta pão ou tinha uma mangueira e havia um espaço para criação de pequenos animais, galinha, pato, peru e, por vezes, até porco. Cabra não. Não era nosso forte.


Fruta Pão

Ai o peru era engordado. A dieta consistia de milho e gomos de farinha grossa com sal e água que eram enfiados bico abaixo, na marra. Se o animal não aceitasse, dava-se um pequeno tapinha no gogó e tudo descia.
Logo chegava o grande dia: matar o animal, no caso o peru. Nas classes média e baixa, B e C segundo classificação atual, era a própria dona de casa que ia para o sacrifício. Na classe A, eram as empregadas domésticas as encarregadas do feito e, mais antigamente, as escravas.
Primeiramente, davam aos bichinhos cachaça para embebedá-lo. Justificava-se o procedimento etílico sob a alegação de que a aguardente amaciava a carne, mas na verdade crua e nua era para diminuir as dores da degola e facilitar o procedimento. As crianças eram afastadas. Com uma faca super amolada degolavase a ave de orelha a orelha sobre uma bacia com vinagre. Ali o sangue era recolhido. Em seguida, em água fervente, depenava-se o "pobre" do animal. De resto, era recheado com farofa, ervilha, cebola, castanha e levado ao fogo à lenha. Claro que havia outras formas de recheio, alguns com chouriço e toucinho.
Um copo com cachaça - Era a dose.

Acredita-se sem muita consistência que àquele tempo, a Pastelaria Triunfo na Praça Municipal, já importava o peru congelado, bem como a carne de porco, mas isto era coisa para gente muito rica e não era a mesma coisa. Hoje, no local funciona uma agencia bancária. O antigo prédio sofreu um incêndio. Ficou feio, principalmente porque os prédios ao lado mantiveram suas antigas e belas fachadas. O banco daria uma grande contribuição à cidade se o antigo prédio fosse reconstituído. Não que ele, banco, seja culpadp. Deram-lhe permissão. Deve ter sido o mesmo grupo que aprovou o atual prédio da Prefeitura em frente. Os dois imóveis se combinam na extrapolação das coisas.
A Pastelaria Triunfo era o prédio à direita da foto encimado com uma torre
E sobre as origens da tradição de comer peru no Natal? De onde veio? Dos Estados Unidos, Plymouth, Massachussetts. Corria o ano 1621. No Dia de Ação de Graças foi servido perus selvagens criados por mexicanos. Após péssima colheita de milho no verão daquele ano, os colonos tiveram uma boa safra. Ai, o governador da vila, para comemorar o resultado, programou uma festividade e foram servidos perus e patos. Era inicio do outono. Daí para o Natal foi uma questão de tempo.
Já na Europa, foram os espanhóis que levaram a iguaria para lá por volta do século 16. E no Peru, capital Lima, com nome da própria ave, como é tratado o nosso animal? Não é tratado! Normalmente, o peru não consta como fazendo parte do cardápio peruano de Natal e outras festividades. No entanto, muita gente cita que o peru é originário dos Andes, o que não é verdade.
Também é uma inverdade que o peru tenha sido introduzido no Brasil pelo  fundador da Sadia, o catarinense Atílio Fontana por volta de 1944. Segundo se sabe, essa empresa pode ter sido a primeira a fornecer as embalagens que hoje conhecemos do produto, mas que teria introduzido o costume em nosso meio, não se sustenta

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MISS UNIVERSO 2012 E A BAHIA


Nada como escapar do cotidiano, das coisas do dia a dia. Arejar a mente. Este blog, por exemplo, poderia tratar de assuntos outros que, tão somente, a história da cidade? Achamos que pode, principalmente se o assunto for interessante. Gostariamos de escrever sobre o concurso Miss Universo realizado na última quarta- feira nos Estados Unidos. A Bahia já deu uma miss - Marta Vasconcelos e foi segundo lugar com Marta Rocha. Quando as duas retornaram à Salvador, o povo foi a rua para recebê-las. A cidade parou. Foram dias atípicos de nossa cidade. Dias de beleza!
Por outro lado, estamos numa época do ano que, geralmente as pessoas, descontraem-se. Dão uma parada. Esquecem os problemas que a vida sempre oferece. Procura-se comemorar. Renascem as esperanças. Muitos viajam; vão à praia; ao campo. Procuram fazer algo diferente em casa. Tomam uma champagne que não é muito comun entre nós.

Este blog também está fazendo algo diferente. Vai comentar sobre beleza. Ainda bem! Quem haverá de ser contra?
Na última quarta-feira todo o Brasil assistiu a mais uma edição do famoso “ Miss Universo”.  Uma brasileira muito bonita  estava competindo. Tinha grande chance. Perfeita! Seu vestido foi o mais lindo da grande noite de Las Vegas.  Também tinha uma venezuelana que era uma parada e a Austrália mandou uma loura extraordinariamente bela.

Contudo que venceu o concurso foi a Miss Estados Unidos,  Olivia Culpo. Bonitinha! Apenas isso.  Em verdade não reúne as condições tradicionais de uma grande mulher, principalmente no quesito altura.(Referimo-nos a mulher de concurso de miss). A moça tem apenas 1.70 de altura. Para compensar, fizeram um coque na sua cabeça de quase 20 centímetros de altura. Ninguém percebeu isto. Um artifício capilar. É como se fosse um implante, o que é proibido no certame.
E no que concerne ao vestido, procurou acompanhar o artifício (ou implante) do coque, re-inventado no século passado, mas de raizes imperiais. O juri não enxergou nada disso! Elegeu-a mesmo assim.
Aliás, nessa questão de injustiça em concursos de Miss Universo, o Brasil é um dos maiores prejudicados da história. O caso de Marta Rocha foi impressionante. A moça tinha um rosto belíssimo que, dificilmente, a natureza irá reproduzir outro igual. Contudo, segundo os juízes, ela possuia dois centímetros a mais de nádegas de acordo com o padrão então vigente.

Fosse hoje, tempo das mulheres frutas e Martha teria sido eleita.

 Marta Rocha - Desfile em carro aberto pelas ruas de Salvador
Outro caso emblemático foi o da mineira Natália Guimarães em 2007. Perdeu para a japonesa. Dizem que a vitória da nipônica foi devido ao seu desfile de vestido. Tinha umas abas laterais. No meio da passarela, ela abriu os braços. O jurados enxergaram uma borboleta desfilando. Haja!
 Natália Guimarães