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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO- RUA BARÃO DE COTEGIPE


Até 1950/60, a Rua Barão de Cotegipe era, na sua maior parte, uma zona residencial. Só havia comércio à partir da Rua do Canta Galo até o Largo da Calçada, mas mesmo assim, um comércio de lojas de artigos masculino e feminino, armarinhos, essas coisas de uma atividade comercial leve.

Para não fugir a regra daquela época, quando a península virou Polo Industrial, existia no seu trajeto a Fábrica de Refrigerantes e Cristais Frateli Vitta, mas não era uma indústria muito poluente. Fabricava o melhor cristal do Brasil e um dos melhores do mundo e refrigerantes, principalmente gasosas.

A extensão residencial chegava até o Largo de Roma que era todo de residências. Ainda não existia o hospital que ainda hoje infesta às praias próximas.

Hoje, tem um comércio pesado de artigos elétricos e de ferramentas com enormes depósitos.

A Prefeitura quis desapropriar a área com extensão até a Avenida Luiz Tarquínio, mas parece que o projeto não teve andamento. Por ali passaria uma grande avenida, descortinando o mar ao lado.

Mas se faz necessário. A exceção do subúrbio ferroviário que tem a frente voltada para a Baía de Todos os Santos, a Cidade Baixa desde o Comércio até o Largo da Boa Viagem, tem pela frente um amontoado de casas velhas, galpões e antigas indústrias. Tudo degradado!

Claro que não se pode fechar todo um comércio que atua na área e deixar os moradores dessas localidades desamparados.

Para o segmento comercial, construir-se-ão shoppings especializados, e para os moradores, preferência para construção de suas novas casas, mas dentro de um padrão decente e sob uma determinada ordenação urbana.

Lembramo-nos de Luiz Tarquinio: fez uma belíssima Vila Operária. Não metia vergonha! Claro que hoje teria que ser dentro de novos padrões.
 
Rua Barão de Cotgegipe - inicio em Roma
 
 
 Rua Barão de Cotegipe - Comércio pesado
 
Rua Barão de Cotegipe - Comercio mais leve de moda e armarinhos
 
 
 Frateli Vitta - Em ruinas


Em direção à praia à sua direita, a Barão de Cotegipe tem diversas transversais. É aí que mora a maior parte das pessoas.
Rua Gal. Andrea
Rua do Canta Galo
Rua Agrário de Menezes

Travessa Tobias Barreto
Mais uma Travessa
 


 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - ROMA


Todos os acessos à extremidade da península de Itapagipe têm inicio no Largo de Roma: são os casos do Caminho de Areia, Dendezeiros do Bonfim, Av. Luiz Tarquinio e Rua Henrique Dias.
Naturalmente, por essa razão este largo têm uma importância muito grande no sistema viário de Salvador. Na sua rótula fica a Igreja da Imaculada Conceição Mãe de Deus e nas proximidades o túmulo da Irmã Dulce e o hospital de caridade que tem seu nome.
Em conseqüência, a Prefeitura está dando inicio a uma obra visando criar um centro religioso no local, com vistas ao turismo dessa área. Naturalmente que as igrejas do Bonfim, da Boa Viagem e de Monte Serrat, farão parte do roteiro que se quer criar.
Se é assim que se faça uma obra arquitetônica de peso. A praça é enorme e ainda estão juntando o espaço onde funcionou uma estação de bondes.
Preocupa-nos o histórico de construção das últimas praças de Salvador como são os casos da Praça da Pituba e a Praça Dodô e Osmar. Tiveram duas grandes oportunidades e o resultado ficou muito a desejar
É irrecusável falar do Largo de Roma e não se referir à origem de seu nome. Muitos dizem que tem esse nome porque no local ou proximidades, existia uma pequena igreja que abrigava uma santa chamada Nossa Senhora de Roma.  
Nada mais falso! Sobre o assunto escrevemos uma postagem datada de 10 de outubro de 2009 ( Salvadorhistoriacidadebaixaealta-  Largo de Roma). Transcrevemos uma parte:

Diz-se ter existido nas proximidades, entre o largo e o mar, uma capela dedicada a Nossa Senhora de Roma. Daí o nome, Largo de Roma.

É muito duvidosa esta citação. Primeiramente, não se tem notícia de ter existido uma Nossa Senhora de Roma, nem aqui nem na Itália ou em qualquer outro lugar. O que se comenta é que Nossa Senhora da Babilônia com prática de seu culto na antiga Babilônia e no Egito, deu origem a Nossa Senhora Romana. Este fato é comentado em um livro de autoria de Alexander Hislop, denominado “The Two Babylons”.





Agora, vejamos o que as câmaras do Google registraram do largo que se está escrevendo e a área em torno.

Igreja da Imaculada Conceição Mãe de Deus


Largo de Roma e a Igreja da Imaculada Conceição Mãe de Deus
Largo de Rma e inicio da Rua Barão de Cotegipe
 Av. Fernandes da Cunha- à direita o espaço que será
acrescido ao largo atual
 Obras Sociais de Irmã Dulce

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO- BOA VIAGEM


Tivemos oportunidade de escrever dias atrás que, a entidade formada pelo Capitão Teodósio Rodrigues Farias com vistas à construção da Igreja do Senhor do Bonfim, foi registrada como sendo Bomfim com “m”.

Não se diga que  o militar português não conhecesse a gramática. O santo que ele trouxe de Portugal é chamado na terra lusitana de  Senhor do Bomfim com “m”. A única dúvida existente é se esse Bomfim tem o “mf” juntos ou separados, como seja BOM FIM.

De uma forma ou de outra, o Bomfim português quer significar o “bom fim de tudo”; o “bom fim das coisas: enfim, o “bom fim da vida”.

Outro bom nome sem as implicações gramaticais é “Boa Viagem” de Nossa Senhora da Boa Viagem. Sua igreja fica no bairro da Boa Viagem à beira mar.

Seu principal acesso é a Avenida Luiz Tarquínio, com inicio no Largo de Roma. Homenageia o industrial Luiz Tarquinio, pioneiro das indústrias têxteis do Brasil. 

Notabilizou-se pela construção da Vila Operária em frente à sua fábrica. Foi considerada a maior obra social da iniciativa privada no Brasil e a primeira ação de Responsabilidade Social Empresarial do mundo.

Hoje a industria não mais existe e a Vila Operária está em plena decadência.

A Av. Luiz Tarquinho como a dos Dendezeiros, tem inicio no Largo de Roma.



Av. Luiz Tarquinio
 
Ainda a Av. Luiz Tarquinio
 
Convento São José
 
Abrigo D. Pedro II

Antiga fábrica da Souza Cruz

 
Largo da Boa Viagem
 
 
Igreja da Boa Viagem
 
Rua da Boa Viagem
Forte de Monte Serrat


ELEIÇÕES EM SALVADOR


Este blog foi criado para falar sobre Salvador. Sua história. Em sendo assim, não poderia ficar alheio ao resultado das eleições do último domingo. Venceu o jovem deputado federal ACM Neto, contra um candidato apoiado pela Presidência da República; pelo Governador do Estado, pelo Ex-Presidente desse país e pelo jornal de maior circulação do estado.

Sem dúvida que é um caso incomum e se enquadra perfeitamente dentro daquela premissa de que a política na Bahia é diferente. Efetivamente que o é. Desde os tempos imemoriais. Por exemplo, esta cidade já foi bombardeada por causa de política. Felizmente, o bombardeio a partir dos Fortes São Marcelo, Barbalho e São Pedro, foi anunciado previamente, o que permitiu que boa parte da população se mandasse para o interior e precisamente às 14 horas teve seu inicio, durando quatro longas horas. Foi atingido a Sede do governo, a Biblioteca Pública, o Quartel da Policia Militar dos Barris e inúmeros prédios particulares. Depois travou-se uma guerra campal com muitos mortos.
Forte São Marcelo
 
De quem partiu a ordem? Da esfera federal, segundo o historiador Dias Tavares: “uma resposta ao apelo do juiz feito ao Governo Federal, ou mesmo como muitos aventaram, por interferência direta de J. J. Seabra, o fato foi que o comandante da então 7ª Região Militar, sediada em Salvador e formada pelos estados da Bahia e Espírito Santo,, general José Sotero de Menezes recebeu ordens para agir com rigor e forçar o cumprimento da decisão judicial.”
Como hoje os tempos são diferentes, o bombardeio se não veio através de balas de canhões, chegou com os mesmos requintes perversos que as intervenções federais costumam provocar.
As camadas mais conscientes de nossa população não viu com bons olhos a presença da Presidente em cima do palanque do candidato derrotado.
Não precisava disto! Tiraram a senhora Presidente dos seus cuidados em Brasilia e a envolveram no clima tórrido de Cajazeiras. Ela vem fazendo um bom governo. É uma mulher séria e respeitável. Não deveria ter sido envolvida na política baiana que é diferente, como já se disse.
Mas torpe mesmo foi a publicação feita pelo jornal A Tarde sobre as pesquisas. Disse ele, em síntese, que “duas pesquisas apontam resultados diferentes”. Pegou mal!
 
 


domingo, 28 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - MONTE SERRAT


Após a Colina Sagrada do Senhor do Bonfim, começa Monte Serrat. Também ele faz parte da Ilha Bonfim, presumida num estudo do biólogo Alex D.G. Pereira, matéria que publicamos em 25 de outubro p.p..
O referido biólogo aventou a possibilidade quase real de que Itapagipe restringia-se a algumas ilhas, uma delas a do Bonfim – como mostra o mapa que reproduzimos a seguir:
 

Rua Rio São Francisco - Hospital Couto Maia
 
Rua Rio São Francisco - Vista da Ponta do Humaitá
Como se vê, bem ao seu principio acha-se o importante Hospital Couto Maia, especializado em doenças infecto-contagiosas.
Nas  proximidades da importante rua,  fica também o Hospital da Sagrada Família(Rua Plinio Lima) em direção ao Bonfim.
 
Hospital da Sagrada Família
 
 
 
 
E na Rua dos Namorados fica o Convento da  instituição. Era um solar pertencente ao senhor Dr. ERNESTO Ferreira de Araujo. Seus herdeiros venderam-no à Real Sociedade Portuguesa de Beneficência que inaugurou no local o Hospital Português em 16 de seembro de 1866. Era diretor do hospital o Dr. José Rodrigues Costa, tendo ele gradeado a área em torno de 1869\71. Somente em 1931 o Hospital Português foi transferido para a Av. Prinzeza Izabel onde se encontra até hoje. E em 1937 a Congregação Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, mas somente em 1938 a casa foi renomeada para Convento da Sagrada Familia.
É usado como espaço para retiros Inter- congregacionais, encontros e Movimentos Pastorais da Congregação.
Fizemos tudo para apresentá-lo por dentro, mas não conseguimos ainda. Está todo mundo curioso.
Curioso igualmente é o jardim em frente. Tem uma ruazinha simplesmente denominada de Rua dos Namorados. Dezenas de oitiseiros decoram seu espaço. Sem dúvida que é um lugar acolhedor e deve ter esse nome porque ao seu tempo as pessoas enamoradas da península costumavam procurar esses lugares para os seus deleites amorosos. Os muros do Convento da Penha na Ribeira, era outro lugar preferido. Á noite era um deserto!

 
Convento da Sagrada Familia
 
Outra curiosidade de relação ao Alto do Monte Serrat, diz respeito às chamadas Ruas dos Barreiros – 1 e 2.
Desse local foi extraído a maior parte ou todo o barro que permitiu a construção da Av. Beira Mar em Itapagipe. Barro e areia. Feita a extração, posteriormente surgiram as duas ladeiras denominadas Barreiros 1 e Barreiros 2.
 
Rua Pimeiro Barreiro
Rua Segundo Barreiro

sábado, 27 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - PEDRA FURADA


Como se disse anteriormente, a localidade chamada Pedra Furada também faz parte de Humaitá e como faz, desde que o significado palavra, segundos alguns, é “pedra negra”, no caso uma “pedra negra furada” por onde jorra, interminavelmente,  excelente água potável, segundo alguns. Muitos já não confiam e a ferve.
Além disso, na maré vazia, o mar recua por cerca de duzentos metros, descobrindo um número infinito de mais pedras negras. ter sido pintado ou caiado, pelo menos caiado.
 
Rua Rio Negro
 
ESQUINA DA RIO NEGRO COM RUA DA CONSTELAÇÃO
 RUA DA CONSTELAÇÃO

MEU BAIRRO QUERIDO - HUMAITÁ


O Monte Serrat faz parte do que chamaram Ilha do Bonfim, desde tempos imemoriais. É até mais alto do que a Sagrada Colina onde se encontra a Basílica do Senhor do Bonfim.
É um bairro belíssimo desde que nele se encontra o Humaitá. Não somente a Ponta do Humaitá como se costuma falar. Claro que é parte integrante das mais extraordinárias, mas a Pedra Furada também é Humaitá e igualmente todo o elevado da Rua São Francisco. E se não bastasse essa profusão, a colina onde se encontra o Forte de Monte Serrat também é Humaitá.
Isso vem a propósito, devido às limitações impostas por pessoas ligadas a história da cidade de que Humaitá se restringe tão somente ao espaço onde se encontra a Igreja de Monte Serrat e o Farol, por vezes excluindo desse perfil o casarão ali existente, mais conhecido pelo fato de ter abrigado em suas dependências um clube de iates.
Não é e não foi somente um clube. Este casarão foi construído em 1619 e nele morou o padre Antônio Vieira.
Há de se notar que Salvador foi construída a partir do ano de 1549 por Tomé de Souza e se manteve restrita às suas famosas portas de Santa Luzia ao sul e a de Santa Catharina ao norte, pelo menos até o final desse século. Logo, o casarão a que estamos nos referindo foi talvez uma das primeiras construções fora dos limites tradicionais da cidade.
Isso tem uma importância considerável no contexto histórico de nossa cidade. O lugar era inóspito e desabitado por gente de pele branca. Quem teria tido a coragem de se arvorar em morar ali? Teria sido Garcia de Ávila, filho de Tomé de Souza?
Como se sabe, o pai deu-lhe terras em Itapagipe – península – e algumas rezes para as quais se fizeram currais para abrigá-las. E onde teria se abrigado o próprio Garcia de Ávila? Não se conhece na península outra construção dessa época.

 Clube de Iates Itapagipe
Nossa Senhora de Monte Serrat e o farol
Pier

Casas da Ponta do Humaitá

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

MEU BAIRRO QUERIDO - MIOLO DA IMPERATRIZ


Entre a Rua da Imperatriz, Av. Bonfim de Av. Luiz Tarquinio, forma-se um perfeito triângulo como se pode constatar no mapa adiante:

O grande destaque neste espaço é a Vila Militar do Bonfim.


Sede da Vila Militar do Bonfim


Rua Biguá com Rua Barbacena
Rua Duarte da Costa

MEU BAIRRO QUERIDO - RUA DA IMPERATRIZ


O historiador Cid Teixeira referindo-se à Estrada Rainha disse certa feita o seguinte:Não passou rainha nenhuma. A que você chama de Estrada da Rainha, o entroncamento da São José de Cima com a Baixa das Quintas dos Lázaros, que chama-se rua da Estrada da Rainha porque ela foi aberta durante o reinado de Dona Maria I, “Maria, a louca”, Maria, a mãe de Dom João VI, por isso que homenagearam ela dando o nome de Estrada da Rainha à aquela rua, mas não passou rainha nenhuma”. 

O mesmo se poderá dizer de relação à Rua da Imperatriz na Cidade Baixa? Talvez! “não passou nenhuma imperatriz” por ali.

Referimo-nos à rua que liga o Largo da Boa Viagem ao Bonfim.

Deve ter sido uma homenagem a uma das imperatrizes do Brasil, mas uma delas há que se destacar: Tereza Cristina de Bourbon ou D. Tereza de Duas Sicílias.

Vejamos o maravilhoso escrito de Dionatan da Silveira Cunha sobre a mesma:

Sem ter nascido no Brasil, mas o amando como se fosse sua Pátria, Dona Teresa Cristina amou seu povo, o povo brasileiro.
Imperatriz Tereza Cristina

"Filha obedientíssima, esposa devotada, mãe esmerada e avó carinhosa. Quatro dos papéis familiares que Dona Teresa Cristina teve de desenvolver, além é claro daqueles já conhecidos outros que a providência Divina a encarregou, como o de Princesa das Duas-Sicílias e Imperatriz do distante Império do Brasil.
Teresa Cristina Maria Giuseppa Gasparre Baltassarre Melchiore Gennara Rosalia Lucia Francesca d'Assisi Elisabetta Francesca di Padova Donata Bonosa Andrea d'Avelino Rita Liutgarda Geltruda Venancia Taddea Spiridione Rocca Matilde di Bragança e Borbone, nasceu Princesa das Duas-Sicílias e por casamento com Dom Pedro II, tornou-se Imperatriz Consorte do Brasil. Filha do Rei Francisco I das Duas-Sícilias, a 3º Imperatriz do Brasil era dotada de um grande senso de cordialidade e de educação refinada. Possuía entre seus dotes pessoais uma consonância invejável com seu marido: eram os dois amantes da cultura e das artes. Tal consonância favoreceu o amor que os Imperadores acabariam por sentir um pelo outro, um casamento duradouro que formou dois belos exemplos de patriotismo e dignidade do povo do Brasil: Dona Isabel e Dona Leopoldina.
O amor de Dona Teresa Cristina pelas artes o acompanhou até mesmo na viagem de vinda para o Brasil, onde trouxe consigo muitos músicos, pintores, professores, botânicos, estudiosos e pesquisadores. Na mesma constância vieram do Reino das Duas-Sicílias, a seu pedido, obras que enriqueceram artística e cientificamente a vida na Corte e o país como um todo, foram enviadas por Fernando II, irmão da Imperatriz, obras recuperadas minuciosamente das cidades de Herculano e Pompéia, completando um acervo ricamente composto por ela.
Dona Teresa Cristina tomou para si a Pátria Brasileira. Assim como o Imperador, era apaixonada pelo país que adotou como seu. Gostava, desde os dias mais movimentados no Palácio de São Cristóvão, até os dias mais calmos e descansados no Palácio Imperial de Petrópolis. Se Dona Teresa Cristina adotou o Brasil, os Brasileiros a adotaram e passaram a amá-la e admirá-la, pela calma e semblante sereno que carregava sempre consigo. Foi homenageada com os nomes de muitas cidades Brasileiras como Santo Amaro da Imperatriz (Santa Catarina), Teresina (Piauí), Cristina (Minas Gerais), Imperatriz (Maranhão) e Teresópolis (Rio de Janeiro).

Porem a fatídica data de 15 de novembro de 1889 chegara e por fim ao Império do Brasil, embarcando sorrateiramente na madrugada do dia posterior sob o comando dos golpistas, a Família Imperial Brasileira, o que gerou muito mal estar entre a Imperatriz e o restante da Família, disse ela ao Embaixador da Áustria: “Que fizemos para sermos tratados como criminosos?”. Embarcaram para Portugal, onde permaneceram por pouco tempo, mas o suficiente para o pior ocorrer, ali mesmo em Portugal, precisamente na Cidade do Porto, em um hotel humilde, a Imperatriz do Brasil passou mal, não atendendo nem mais aos tratamentos médicos, morreu dizendo: “Brasil, terra abençoada que nunca mais verei”. De fato morreu sem ter voltado ao Brasil e seus descendentes, infelizmente, em 120 anos de república, não conseguiram retornar ao poder.

A Imperatriz foi sepultada no Panteão de São Vicente de Fora, de onde saiu honrosamente para ser translada para o Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis, onde jaz serenamente ao lado de seu marido, o Imperador Dom Pedro II, no solo brasileiro que tanto amou e onde tanto foi amada."
Agora dizemos nos: Tomara que seja verdade. A Rua da Imperatriz teria sido em homenagem a esta mulher.
As  imperatrizes do Brasil:

Como que consumando o que foi dito acima, de que efetivamente nunca passou nenhuma rainha na  Rua da Imperatriz. hoje temos uma prova como que contundente sobre o assunto, qual seja, ao tempo dessa rainha não existia a Rua da Imperatriz. Mas como? Vamos aos fatos:

Acaba de chegar ao nosso conhecimento uma foto dessa área que põe abaixo a dúvida. Vejamo-la:
Esta foto é da chamada Baixa do Bonfim. Um bonde circula na área. À direita vemos o Solar do Marback no principio da Ladeira do Bonfim com sua balaustrada pintada de branco.À direita do solar, hoje em dia, começa ou termina a Rua da Imperatriz,, no entanto nessa foto a abertura da mesma está ocupada por um prédio de dois andares.

Fizemos um "zoom" desta imagem e o resultado é o seguinte:

Parece confirmar!

Após vamos mostrar a área nos tempos atuais:


Parece tirar qualquer dúvida. Reparem a curva do passeio que é inexistente na foto antiga