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quinta-feira, 31 de maio de 2012

FAROL DA BARRA – IMAGENS DE OUTRORA

Há muitos anos atrás, quando ainda jovem, esse autor teve o privilégio de subir na torre do Farol da Barra, só recentemente aberta ao público. Éramos Conselheiro do Esporte Clube Bahia e o responsável pelo farol era o jogador Gerereco, ponta direita do Tricolor. Era o faroleiro da Barra. Morava no forte.

 Num determinado dia, fomos convidados pelo mesmo para conhecer o grande farol por dentro, inclusive subir na sua torre. Naquela época não se tinha as máquinas fotográficas de hoje e não foram registradas as cenas espetaculares que este autor presenciou. Tenho-as apenas na memória. Recentemente, tive o prazer de ver as fotos feitas pelo autor do blog www.skyscrapercity.com Sensacionais! Convergiram com as imagens já embaçadas pela catarata do tempo, mas ainda na memória, e não nos contivemos em publicar algumas delas. Contudo, não seria mais conveniente que nós próprios tirássemos novas fotos? Claro que seria! Todavia o tempo passou. O autor não é mais o joven daqueles tempos. A idade chegou, como se costuma dizer. Não dá mais para subir os degraus da escada da torre. Temos de nos contentar com que os outros vêem Felizmente as fotos que apresentaremos a seguir coincidem com as imagens de outrora.

Ao longo desse blog, vamos ver o que escrevemos sobre esse farol:

Foi instalado ao final do século XVII durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702). Era um torreão quadragular encimado por uma lanterna de bronze alimentada por óleo de baleia. Teria sido o primeiro do Brasil e do Continente Americano (1698) quando passou a ser chamado de “Vigia da Barra”, mais tarde “Farol da Barra”. Em 6 de julho de 1832 por Decreto Regencial foi determinada a instalação de um novo farol de fabricação inglesa. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo farol de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria com alcance de 18 milhas náuticas em tempo claro. Somente em 1937 o farol ganhou luz elétrica. Hoje, procedidas novas modificações técnicas, o farol tem o alcance luminoso de 70 km para a luz branca e 63 km para luz vermelha. Ele está instalado sobre uma torre de alvenaria a 37 metros acima do nível do mar.




Já o forte em si, é uma construção dos séculos XVI e XVII. Teve um papel importante na luta contra a invasão holandesa, na guerra da Independência e na Sabinada. A sua construção foi iniciada pelo primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho em 1536, tendo inicialmente forma de torre com dez lados. Foi reformado entre 1583 e 1587 por Manoel Teles Barreto e mais tarde entre 1602 e 1702. O forte de Santo Antônio foi instalado na Ponta do Padrão como à princípio era chamado o morro que hoje abriga este forte. Isto aconteceu apenas 34 anos após o descobrimento do Brasil. Esta fortificação fazia parte do sistema de defesa planejado para proteção da Cidade de Salvador contra as invasões de navios de outras nações, notadamente França e a antiga Holanda. Grande parte de historiadores e pesquisadores dizem que, este forte era o mais avançado dos fortes construídos. Não era! O mais avançado era um forte construído no Rio Vermelho, onde hoje se encontra a nova igreja deste bairro. No local, ainda há vestígios do mesmo. A princípio, o Forte era apenas uma trincheira montada em terra socada, feita de areia e taipa, pedra e cal. Na época da invasão holandesa foi reformado recebendo a forma irregular de estrela com quatro faces reentrantes e seis salientes. O morro onde está instalado o Forte de Santo Antônio da Barra era conhecido como a Ponta do Padrão. Vejamos por que: os portugueses costumavam colocar em lugares por eles descobertos um marco de posse e domínio da terra. No caso, foi fincada uma coluna de pedra – um padrão – no referido morro. Foi autor da façanha o cosmógrafo florentino Américo Vespúcio que fazia parte da expedição de Gaspar de Lemos que aqui se demorou por cinco dias. Inicialmente deu nome a Baia de Todos os Santos e na saída assentou o termo de posse na Ponta do Padrão para que não houvesse dúvida, pois, pois. Isso aconteceu em 1501. Por quê Forte Santo Antônio? Na época era a tradição que todas as praças de guerra fossem dedicadas a um santo, que protegeria o local do alcance da artilharia inimiga. O primeiro registro oficial de que Santo Antônio foi o eleito para abençoar o forte da Barra data de 1705, quando o governador Dom Rodrigues da Costa expediu ordem dirigida ao provedor-mor da Fazenda Real do Estado para que assentasse praça de capitão ao Santo Antônio da Barra com direito a soldo que seria pago ao Convento de São Francisco. Em 1810 o santo foi promovido a major e em 1814 a tenente-coronel com respectivos soldos aumentados, claro!

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