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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

AVENIDA DO CONTORNO – COMO DEVERIA SER

Quando fizemos uma postagem sobre o incêndio do antigo Mercado Modelos em 7 de dezembro de 2009, comentamos a indignação popular advinda do fato। Diversos comentários foram publicados na imprensa: um deles do Professor Zezé Catharino, figura magnífica, advogado de grande fama e grande tenista da época। Em entrevista, comentou: “a queima do Mercado Modelo foi fruto de uma ação incendiária proposital”. Já outro advogado, Amâncio José de Souza, também em entrevista, comentou: “dizem que queriam queimar o Mercado Modelo para limpar a área, porque ele era um monstrengo e dificultava o acesso à Avenida do Contorno. Sob esse ponto de vista eu, como cidadão, achei que melhorou muito, agora dizer que foi proposital, aquilo foi no governo – salvo engano – de João Durval, mas que eu saiba não há nenhuma prova”.

Em nossa opinião, o incêndio não teria sido proposital .Havia muita coisa velha no mercado e, possivelmente, sérias irregularidades na rede elétrica. O que se lamenta é a derrubada da estrutura que restou para realmente facilitar o acesso à avenida. Era um prédio magnífico .Procedimento totalmente diferente ocorreu no novo Mercado Modelo que também foi incendiado e, no entanto, foi reconstituído. Dois pesos e duas medidas históricas, coincidentemente um próximo do outro, apenas uma questão de metros.





Enquanto se prejudicava a cidade de um lado (inicio da avenida), do outro se resolvia mudar o projeto da avenida que iria até a Barra, “na base da  encosta da Vitória.
 
(Observamos que ainda não existiam os atuais prédios do corredor).
 
E, diga-se de passagem, que. todos os antigos imóveis desse corredor tinham o fundo voltado para o mar, a maioria com muros protegendo quintais. Logo, não se destruria nenhum imovel; apenas seriam sacrificados alguns quintais.

Essa mudança de rota, hoje inadmissível, causou imenso prejuízo à cidade, desde que suprimiu da grande avenida, possivelmente a sua parte mais bela, além dos prejuízos causados ao seu sistema viário em termos definitivos e absolutos.
Hoje, quem se dirige para a Barra, tem que desviar à esquerda (Vale do Canela) e só alcançar o destino após desembocar em outra avenida de tráfico complicado (Av. Centenário), sem dúvida um grande erro técnico.



Diz-se que o grande impedimento teria sido as instalações do Yacht Clube da Bahia, perto do Porto. Tudo bem! Que se respeitasse o grande clube a nosso ver um dos melhores do País. Para tanto existem os túneis que poderiam ser feitos a partir da Praia do Unhão com saída no Porto ou nas proximidades, por exemplo, do condomínio que se fazia no Clemente Mariani onde existia um campo de futebol, pertencente ao Galicia.
 

 Em traço amarelo a atual Contorno virando à direita em direção ao Vale do Canela.  Como deveria ser: em traço roxo a possivel continuação pela encosta da Vitória à beira mar (sensacional). Por fim, na altura do Yacht Clube, em traço vermelho, um tunel com saida no Jardim Clemente Mariani e opção na Ladeira da Barra, poupando as instalações do Yacth Clube.
 
Mas não, curvou-se à direita e e longo trecho  de 1.5 km. foi se juntar à Av. Centenário que já tem os seus problemas de tráfico.

Mas a Avenida do Vale do Canela é tão bonita e necessária. Tudo bem! Far-se-ia o famoso desvio à esquerda e prosseguia-se-ia com a Contorno pela encosta da Vitória, obedecendo a idéia original de sua criação.

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