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sábado, 21 de janeiro de 2012

CARNAVAL DOS CAMAROTES – UMA VOLTA AO PASSADO?

Parece não haver a menor dúvida que a idéia de camarote de carnaval começou no Rio de Janeiro. Muitos devem se lembrar do Camarote da Brahma na Marquês de Sapucaí, onde desfilavam desde Presidentes da República até o mais famoso desconhecido. Todos “fardados” com a camisinha da famosa cervejaria. Era o passaporte de entrada.


Apesar de famoso, não tinha o luxo que hoje se observa nos camarotes do Carnaval de Salvador. Houve um aumento de atrações inimaginável. Vejamos algumas delas:
Cine Namoro – Salão de Beleza, Tenda Isotérica, Parque de brinquedos, Backstage da Pipoca, Restaurantes, Sala de computação, Sala de massagens, Sala de ginástica, Sorveteria, Boite, Enfermaria, Serviço de segurança. "All inclusive" isto é, você pode comer e beber à vontade, mas comer de verdade desde comidas japonesas a australianas, e claro, acarajés e abarás de nossas baianas à caráter. Também pode sair uma feijoada às 3 horas da manhã ou uma maniçoba.



A cada ano inventam uma novidade. Parece que determinado camarote em Ondina oferece até “praia particular” ou quase isto. Daqui a pouco, o folião vai chegar no local de lancha ou de escuna.
Um pouco mais difícil vai ser chegar de helicóptero. Está faltando pouco! O problema não reside nos camarotes que tem espaço suficiente, uns até com quase 10.000m2. A falha é dos hoteis da Barra e da Vitória que não têm estrutura suficiente.
Verdade que já alguns de Sauipe oferecem o serviço, mas é muito longe ficar lá.

Toda esta conversa vem a propósito de uma tendência que se já se observa de "isolamento social" do carnaval baiano. Isolamento social? Sim! Algo mais ou menos parecido com o que existia antigamente com os grandes bailes dos sofisticados clubes de Salvador, como Baiano de Tênis, Associação Atlética da Bahia e Yacht Clube da Bahia.
As pessoas iam para esses clubes e ficavam lá dentro a noitre toda. As pessoas viam as outras dezenas de vezes e era para ver mesmo - Olhe, estou aqui. Não esqueça. Somos da mesma linhagem, Familia tal...
Algo parecido parece estar acontecendo com os camarotes do Carnaval de Salvador. Só a alta sociedade ou os novos ricos que podem pagar, mais as autoridades, claro, e artistas globais podem entrar e ficam lá dentro a noite toda.
Copo de uisque na mão, um petisco ali, outro acolá e na hora que Ivete ou Daniela passam, dão uma olhadela rápida. O resto dos trios que trafegam na avenida que passe rápido para não atrapalhar o som local e estério das músicas inglesas dos Beatles e Roling Stone que impregna o ambiente numa miscigenação internacional das mais admiráveis.
No dia seguinte, é só olhar nos jornais. Passado o Carnaval, na quinta feira conferir nos painés de fotos dos principais shoppings e mais adiante pesquisar nas revistas Cláudia e Contigo. Um barato!

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