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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

AINDA AS PRAIAS DE ITAPAGIPE - RECUO DO MAR


Na postagem anterior, falávamos das praias perenes existentes em Itapagipe, duas delas naturais digamos assim, e uma terceira provocada ocasionalmente em razão da dragagem de areia executada na Ponta da Penha para aterro dos Alagados do Porto dos Mastros.
 
 
Praia do Bonfim
 
Não se acredita que tenha havido a intenção do feito, como aconteceu em diversas partes do mundo como, por exemplo, na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro, na década de 1960.

O fato é que o fenômeno aconteceu surpreendentemente entre os anos de 1970 e 1980. À medida que se retirava areia da Ponta da Penha, o mar recuava na altura da Praia do Bonfim, onde a pequena baia começa a funilar, justamente nesse ponto.

Quem conheceu o local anteriormente, realmente impressiona-se com o que aconteceu. Onde hoje está o meio fio do passeio, havia um cais de mais de 3 metros de altura. Nas marés altas, o mar chegava até ele e em dias de ressaca, os respingos das ondas molhavam a fachada das casas. Pescava-se siri de cima do cais. Dava-se caídas à partir dele. A profundidade assim permitia.

A pequena "Baia do Bonfim"


Uma grande praia há de se reconhecer! Maravilhas do Google!


Praia do Bugari ou Bulgari

Uns falam Bugari, outros Bulgari. Em tupi-guarani é “bulgari”  significa água grande. Estamos mais pela segunda opção.
 
Mais fotos:



 
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PRAIAS DE ITAPAGIPE - PONTE DO LORÊTE



Ponte do Lorête - Ex-Ponte da Crush - A esquerda os galpões da fábrica de chocolate. A Crush não precisava de tanto.
Itapagipe só possuía duas praias perenes até os idos de 1960: as praias do Bugari e da Boa Viagem.







Praia do Bugari


Praia da Boa Viagem

Com a dragagem efetuada na Ponta da Penha para aterragem dos Alagados do Porto dos Mastros, surgiu uma terceira praia: a Praia do Bonfim, desde que nas proximidades do próprio Bonfim. Alguns a chamam de Praia da Beira Mar em razão de estar situada em frente à Avenida Beira Mar. Ainda outros a designam como Praia da Crush, por ter funcionado nas proximidades a fábrica desse refrigerante. A ponte ali existente também leva o nome da fábrica (Ponte da Crush).



Praia do Bonfim em duas fotos -Ao fundo a chamada Ponte da Crush

Dos diversos nomes inventados pelo povo ou por historiadores, discordamos frontalmente de “Praia da Crush”, bem como da ponte do mesmo nome.
Ao longo de nossas pesquisas sobre Itapagipe, temos descoberto coisas incríveis. Os caras vão inventando as coisas e as coisas terminam pegando. A impressão que temos é que essas pessoas não moraram em Itapagipe! Poucos foram a Itapagipe ou nunca foram! Não gostavam de Itapagipe e quando pesquisaram, pesquisaram errado. De leve, superficialmente, coisa de somenos importância, teriam achado.

Não queremos ser a “palmatória do mundo”, mas não podemos seguir o mesmo caminho. Temos obrigação de fazer a coisa direita, tanto de relação às nossas pesquisas quanto à fidelidade de nossas lembranças. Moramos no bairro por cerca de 40 anos. Crescemos no bairro. Hoje escrevemos sobre o bairro.

As denominações Praia da Crush e Ponte da Crush não deveriam nem ser citadas. Uma provocou a outra. No caso, a ponte provocou o nome da praia.

Vamos esclarecer de uma vez por todas a questão. Não foi a Crush quem construiu a referida ponte. Quem a construiu foi a Fábrica MonSanto. As instalações ali existentes foram construídas por essa indústria antes de 1950. Quando a Kaufmann fechou, a Crush se instalou em suas dependências por volta de 1960. No Rio de Janeiro, o refrigerante foi lançado em 1954. Abaixo uma propaganda da época:



Me for Crush

Aliás, a história dessa ponte é intrigante. Nunca se soube de sua real finalidade. Ela tem exatos 130.69 m de comprimento. Nas marés vazias, fica sobre a areia. Se havia alguma função, esta só existia nas marés cheias. A grande verdade é que nunca se viu um saveiro ou qualquer outro tipo de embarcação descarregando ou recebendo mercadorias na referida ponte.

Feitas as devidas correções, não podemos continuar chamando-a Ponte da Crush. O certo seria chamá-la de “Ponte da Kaufmann” e ainda mais correto seria chamá-la “Ponte do Lorête” conforme destacamos na primeira foto dessa postagem.
Porque Lorête? Kaufmann é um nome alemão. É complicado! Já Lorête. Vem de Zé Lorête, menino de Itapagipe, grande centro avante de futebol de praia, apesar de sua baixa estatura, mas na praia não precisava de altura para ser centro avante. Bastava agilidade! E Lorête se imiscuía por entre as pernas de seus marcadores e fazia grandes gols. Também Lorête mergulhava em baixo da ponte, atravessando-a de um lado para outro. Ainda estava em construção. Nós o seguíamos. Outros meninos também!



Os galpões da fábrica e a Ponte do Lorête





quarta-feira, 28 de outubro de 2009

HUMAITÁ - CÉU DE ESTRELAS

Fizemos um longo trabalho sobre a Ponta do Humaitá. Anexamos fotos da Igreja, do Farol e do casarão construído em 1619. Esquecemos de mencionar que entre os anos de 1950 a 1960 funcionou no local o Clube de Iates de Itapagipe, uma agremiação voltada para as atividades náuticas.
Tinha uma Comodoria então exercida pelo Dr. Heimar Barata e o autor desse blog era o vice-comodoro. Carlos Carneiro, diretor da Revista Náutica era um grande colaborador. Hider Teixeira que era Presidente da Bahia Pesca, veiculada à Secretaria da Agricultura, também colaborava. Sua freqüência era das melhores. A juventude da classe média o freqüentava com assiduidade, inclusive os filhos de oficiais que moravam em Monte Serrat.

Não era um clube “brega” como acabamos de ver num determinado site e “que se ia lá para dançar”. Realmente o clube fazia suas festas custeadas com a venda de mesas a famílias da localidade. Eram disputadíssimas! As principais orquestras da época tocaram nessas festividades. Foram noites memoráveis!
No dia 1º de cada ano, o clube promovia um Grito de Carnaval, como era chamado naquela época, integrando-se às festividades ao Senhor dos Navegantes. Esclareça-se que os “gritos de Carnaval” eram promovidos em todos os clubes da cidade, inclusive nos mais sofisticados como Associação Atlética da Bahia e Clube Baiano de Tênis. Todos eles memoráveis! Era moda naquela época. E como eram sensacionais!


O clube tinha um quadro de associados que pagavam suas mensalidades. Cada qual tinha sua carteira e só tinha acesso ao clube as pessoas portadoras do documento ou a convite de um associado, como é praxe até hoje em dia. Havia um estatuto. Procurava-se obedecê-lo!
Clube de Iates Itapagipe

Feitos os devidos esclarecimentos sobre o clube em si, precisamos também “consertar” uma informação dada no mesmo site de relação ao nome Humaitá. Foi dito que “a palavra Humaitá não é uma palavra antiga e que não significa nada”.
Pelo amor de Deus! A palavra Humaitá tem um significado e um significado bem interessante e sugestivo. Quer dizer “céu de estrelas” em tupi-guarani. Por coincidência ou não, a principal rua da hoje chamada Pedra Furada, chama-se Rua da Constelação, do céu de estrelas, de Humaitá, portanto.
Aliás, diga-se de passagem, todo esse conjunto entre a Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat e até a última casa da Pedra Furada, chama-se Humaitá. A Ponta do Humaitá é um dos seus destaques. A Pedra Furada é outro. Traçando uma linha reta entre a Ponta do Humaitá e o final da Rua da Constelação temos 790 metros. Com as curvas e reentrâncias passa de 1 km.

Humaitá - Traçado em vermelho

O nome Pedra Furada se originou de um minadouro de água doce potável, existente na localidade. Sua água vem de um aqüífero localizado pouco acima. Diz-se que esse minadouro teria sido beneficiado pelo pecuarista Amado Bahia que tinha uma unidade de abate de carne na Pedra Furada. Havia necessidade de muita água. O abatedouro não existe mais, mas o aqüífero ainda está lá bem como o famoso e inusitado minadouro. Ainda servem à comunidade.

Aquífero de Pedra Furada

Pedra Furada minando água
Não se pode conter os pensamentos!
Esse minadouro fica há cerca de 70 metros abaixo do aqüífero. Apesar de mal cuidado, tem uma serventia enorme para a comunidade. A água brota sem cessar!

O minadouro está dentro dessa casa. Pode?

“Ela corre de uma pedra furada”, diz a população, daí o nome de Pedra Furada dado ao local. Não podia ser outro! A segunda principal rua da localidade é a mesma onde se encontra o aqüífero Amado Bahia, pode ser assim denominado. A principal rua não podia deixar de ser a Rua da Constelação, a nossa Rua das Estrelas, com frente para o mar que se vê ao fundo. É uma rua cercada por construções de baixa qualidade e nenhum ordenamento.

Principio da Rua da Constelação
Rua da Constelação já com vistas da Ponta do Humaitá
 
Bons restaurantes em termos de peixe e siri boia
Este é o de Tia Maria


Pedra Furada em hora de máre cheia




Pedra Furada em hora de maré vazia.




Rua da Constelação!
Rua Rio São Francisco- Um dos poucos acessos

Devidamente esclarecidas as dúvidas a respeito de Humaitá, seu antigo clube e sua denominação, não podemos deixar passar a oportunidade de rever os casos de agressão ao patrimônio público por parte de alguns moradores. O assunto é importante, por isso estamos a repetí-lo, acrescentado mais alguns detalhes.

Primeiramente, o caso ou a casa desse proprietário na Ponta do Humaitá:



Um andar superior sobre a antiga casa - Uma cobertura!
 
Agrediu seriamente a harmonia e a estética da fileira de casas existente na Ponta do Humaitá. Aliás, em Itapagipe isto está se tornando uma praga. Vejamos outro caso seriíssimo nas imediações do Largo do Bonfim, uma área também tombada.

Pombal à direita das grandes casas do Bonfim
Aliás são dois. Como é que deixam?
Pombais e a Igreja - Será que combinam?

                                             Os proprietários desses imóveis fizeram  o tal do pombal.  São enormes.  Sabem onde ficam? Ao lado da Igreja do Bonfim, uma área tombada.
 
Já o proprietário do imóvel à esquerda, dono do Espaço Cultural do Bonfim, foi mais sugestivo. Deu ao seu bar, cujas mesas se vê atrás do gradeado, um nome que “confunde” a humanidade. Muito bom!

O segundo caso de agressão à Ponta do Humaitá se deu por determinada pessoa que construiu um pequeno apartamento entre a casa de 1629 e as que se enfileiram ao longo da Rua Monte Serrat.



Para tanto, ele aproveitou uma parede que se construiu num dos lados da grande casa para sustentação do referido apartamento.

Na foto acima, vê-se uma coluna embutida na parede. Mais cinco dessas colunas faziam parte desse lado onde se encontra hoje a referida parede. Foram todas demolidas. A casa que tinha quatro lados avarandados, hoje só possui três. Um pequena supressão. Nada mais, nada menos, haverão de dizer. Para que servia? Nada de importante!













segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PONTA DO HUMAITÁ - ATRATIVOS

A Ponta do Humaitá é um dos locais mais belos de toda Salvador. Fica situada numa das saliências da península. Por esta razão tem um farol, sinalizando área de perigo para a navegação e orientação náutica de um modo geral.
Farol do Humaitá

Foi inaugurado em 1935- Latitude 12º 55 71’ S Longitude 038º 31.18’ W. Seu alcance geográfico e luminoso alcança 11 milhas náuticas, ou seja, um pouco mais de 20 quilômetros. Na balaustrada que protege toda a ponta, existe uma placa onde é indicado que este farol foi inaugurado em 1935, como já dissemos acima. Todavia, junto a essa placa existe um relevo em alvenaria indicando 1926. O farol está bem atrás. Em qual das duas indicações acreditar?


Esclareçamos de uma vez por todas essa dúvida. Devemos acreditar na placa verde. Esta é da Marinha ou do Exército desde que essa área está sob guarda dessa organização militar.
A outra placa, a de alvenaria, indicando o ano de 1926, refere-se à data de inauguração da balaustrada que circunda toda a ponta. Realmente esta proximidade causa dúvidas como esta, agora devidamente esclarecida.

Já que falamos em balaustrada, vamos retratá-la. Ela merece! É a única neste estilo existente em Salvador e talvez no País.



É uma balaustrada conjugada com assento. Isto mesmo! Foi projetada para conter o mar, claro, e também para o povo sentar. São as famosas praticidades das coisas simples. Antigamente se pensava muito nas pessoas que andavam ou moravam em cada local. Hoje só se pensa nas pessoas que passam de carro.

A balaustrada acima fica no lado esquerdo da Ponta. Do lado direito fica a Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat.

Na Rua Monte Serrat que dá acesso à Ponta, tiveram a coragem de tirar a nossa bela balaustrada-assento, a fim de colocar uma outra. Vejam-na:


A nova balaustrada já danificada


Toda em granito e tubos cromados. Foi construída ao tempo da reforma da Ponta para se tornar um das estações da futura Via Náutica.

Consideramos que houve uma agressão ao ambiente do local. Por outro lado, como a tal Via Náutica ficou em nada até agora, já estão levando as placas de granito e os tubos cromados já não resistem à maresia. Está tudo se enferrujando. Diz-se que os barracos de uma invasão próxima estão se "granificando". Um luxo!

Aqui levaram os granitos e os tubos

Outra agressão sofrida no local aconteceu por parte dos proprietários das casas que, enfileiradas, compõem a Rua Monte Serrat em frente a tal balaustrada cromada. Essas casas são muito antigas, possivelmente do século XVII. Nelas moraram os “senhores”. Em baixo das referidas casas, numa espécie de cafua, tentavam viver os escravos. Ainda hoje se vê as “janelas” gradeadas.



Este fez um andar superior- Uma cobertura



Fileira de casas



Esse outro fez um apartamento(!?)


A grande residência de 1619

Conjunto maravilhoso: casa, igreja e farol
 
Foi construída no ano de 1619 e nela teria morado o Padre Antônio Vieira. Somente morado, desde que o grande sacerdote de nacionalidade portuguesa, só chegou ao Brasil em 1614, ainda menino. Logo ele não patrocinou a construção do imóvel como às vezes é citado. Residia no centro de Salvador com seus pais. Presume-se que a construção tenha sido realizada por quem herdou esse pedaço de terra do Conde Garcia D’Avila ou o próprio, ele que era proprietário de todo esse espaço e tantos outros. O difícil é saber qual dos Dias d’Ávila foi realmente o responsável pelo feito. O primeiro deles chamava-se Garcia de Souza d’Ávila e era filho de Thomé de Souza. Faleceu em 1609, dez anos antes do ano que a placa aponta. Não pode ter sido ele. Em seguida vieram: Francisco Dias d’Ávila, Garcia d’Ávila II, Cel. Francisco Dias d’Ávila, Francisco Dias d’Ávila Pereira e Cel. Garcia d’Ávila Pereira III. Esse último nasceu em 1680 e faleceu em 1734. Está fora de cogitação. Deve ter sido o penúltimo deles, o Francisco Dias d’Ávila Pereira.
 
Ela foi construida na parte mais bem protegida da ponta. Originalmente, tinha quatro lados avarandados a fim de aproveitar a amplitude do local.
Hoje possui apenas três lados, desde que a parte anterior ao mar foi terrivelmente sacrificada, como já tivemos ocasião de ver.

Igreja Nossa Senhora de Monte Serrat


Como epílogo de um belíssimo espetáculo que é a Ponta do Humaitá, temos a singela e magnífica Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat. Uns dizem Monte Serrate, mas este nome refere-se a um morro na cidade de Santos em São Paulo onde existe uma igreja dedicada à Nossa Senhora de Monte Serrate, padroeira de Santos. Todos os anos no dia 5 de setembro, a imagem sai em procissão até a Catedral daquela cidade onde é rezado um tríduo. No dia 8 de setembro, que é o dia consagrado àquela Santa, a imagem volta ao Monte Serrate. É feriado em Santos nesse dia. Mas mesmo em Santos, hoje em dia, a Santa também já é conhecida como N.Sra. de Monte Serrat, como a de Salvador, que é seu nome verdadeiro. Não importa o detalhe, o importante é que ambas são maravilhosas. A de Salvador é abrigada na Igreja de Monte Serrat na Ponta do Humaitá.

O culto a Nossa Senhora de Mont Serrat surgiu na Espanha na época de lutas entre os cristãos e os mouros que tinham invadido a Península Ibérica. Para escapar aos saques, igrejas e capelas foram desativadas e suas imagens escondidas. Diz-se que teria sido um pastor que encontrou numa caverna na região da Catalunha uma imagem da Virgem Maria com o menino nos braços. Como a região caracteriza-se por um relevo muito especial de rochas pontiagudas que fazem lembrar os dentes de uma gigantesca serra de cortar, originou-se então o nome de Monte Serrat.

Da Catalunha a devoção espalhou-se por quase toda a Europa, inclusive Portugal, daí chegando à Bahia ainda no tempo de Thomé de Souza. Coube a Garcia Dias D’Ávila, Senhor da Torre, a iniciativa de mandar construir a igreja que iria acolher a majestosa santa. Decorria o ano de 1580. Claro que a atual igreja não é a mesma mandada construir pelo Conde Garcia D’Avila e em seguida entregue à guarda da Ordem de São Bento ou Ordem Beneditina que tem em São Bento o seu padroeiro.

Parte do “atual” design data do século XVII e é atribuído ao arquiteto italiano Baccio de Filicaya. Daí para frente vem sofrendo sucessivas modificações e acréscimos. O mosteiro é uma deles e o “avarandado” que se vê em sua frente é outro, bem como foram feitas grandes modificações no seu interior. O altar-mor veio da Igreja do Mosteiro de São Bento, devidamente adaptado às dimensões da pequena igreja. O teto é todo novo, apenas a Santa é a mesma trazida há longos anos.


Fundo das casas e da Igreja

Fundo da Igreja
 
Vendo a força da maré neste lado que é o fundo das casas, bem como o nível que o mar alcança na frente das mesmas na Rua Monte Serrat, podendo chegar, nas marés altas, a cerca de 3 metros do cais, conclui-se definitivamente que a Ponta do Humaitá, era mesmo um braço de areia com um elevado de recifes na sua ponta mais extrema, onde se construiram a grande residência e a igreja.



A foto acima mais do que demonstra o que afirmamos há pouco. Percebe-se a igreja na extremidade, como que implantada num morro e ao seu fundo a residência a que estamos nos referindo, bem como o conjunto de casas. A igreja foi construída primeira, verdade que não no aspecto atual. Era uma pequena ermida edificada em lugar ermo, mas o seu espaço ficou garantido. A residência construída no ano de 1619 aproveitou bem todos os lados. Um deles dava para uma pequena praia. O contíguo à esquerda dava para onde hoje estão as casas. Não existe mais!


Vista de Salvador

Além de sua própria beleza, a Ponta do Humaitá é um dos locais mais estratégicos para se olhar a margeação litorânea de grande parte de Salvador, desde a Calçada até a ponta da Barra onde fica o seu famoso farol.





O centro da cidade visto da Ponta do Humaitá
Rua Santa Rita Durão- Rua de Acesso à Ponta do Humaitá

 

Na sequência o Parque Geral de Manutenção do Exército