segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SAVEIROS DA BAHIA - O SERVIÇO DE TRANSBORDO

Na postagem anterior vimos o Cais do Ouro, aliás, o extraordinário Cais do Porto e na bela foto onde ele é mostrado, destacam-se centenas de saveiros ancorados nas bordas do cais. Estavam ali descarregando mercadorias e produtos diversos oriundos dos navios que aportavam ao largo, desde que não podiam se aproximar por causa da pouca profundidade da área.
 
Ficavam ancorados no canal que separa Salvador da Ilha de Itaparica, evidentemente mais chegados para a capital. Os saveiros iam até eles, recebiam os produtos e chegavam até o Cais do Ouro. Daí eram levados em lombos de animais ou de escravos aos trapiches existentes nas proximidades.
 
Um trabalho como este a que estamos nos propondo fazer, só poderia ser produzido através de pesquisas em jornais da época, livros publicados, documentos, postais e em alguns casos, depoimentos de pessoas que viveram tempos atrás ou proximidades. Neste último caso, em razão da época que se está abordando, não vivem mais as pessoas daquele tempo. Ficaremos então somente com as primeiras fontes. Uma delas cita que o transbordo dos produtos vindos de navios, era feito por “Alvarengas”.
 
Faltou dizer como as alvarengas eram movimentadas. Possivelmente por embarcações à motor, mas nem as alvarengas, nem os barcos a motor são vistos na maioria das fotos do Cais do Ouro.

De qualquer sorte, vamos ver o que era uma Alvarenga. Uma embarcação geralmente medindo entre 15 e 20 metros, desprovida de propulsão própria, ( o grifo é nosso) feita de madeira, destinada a transportar cargas não muito volumosas e em águas rasas, em rios, costas e proximidades de portos marítimos como equipamento auxiliar de transbordo”.
 
Agora vamos ver um desenho de uma alvarenga:

Mede cerca de 20 metros de comprimento por 5 metros de boca
 
Efetivamente, ela não tem propulsão própria. Não tem nem como remar. Velas, nem falar. É como se fosse uma balsa que precisa ser puxada por outra embarcação que tenha sua própria propulsão. Aliás, alguns autores, referem-se às Alvarengas como se fossem balsas.

Um comentário:

  1. vai toma no cuu
    num tem uma informação que eu precisei nesta merda de blog

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